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Arquivo para março, 2010

PERDA DE AUDIÊNCIA FAZ TV BUSCAR ALTERNATIVA

Da Redação com a Folha de São Paulo

 

As mídias eletrônicas experimentaram nesta década um avanço considerável e a internet foi o grande motor desta expansão, aparecendo a televisão como a grande “doadora” de público para a rede.

Segundo o Ibope NetRatings as maiores emissoras de TV perderam de 2.001 a 2.009, juntas 4,3 pontos de audiência, o que significa perder 258 mil domicílios na Grande São Paulo, enquanto que a net saltou no mesmo período, de 4,9 para 28,5 milhões de internautas, que passaram a acessar a rede  vinte e nove horas por mês, ao invés de sete como era no princípio da pesquisa.

O desenvolvimento de tecnologias, que permitam o uso simultâneo, TV/Net, ainda está muito longe de atingir um patamar elevado de viabilidade e praticidade, por isto a tendência a curto prazo, é que os índices de audiência das emissoras de TV continuem cedendo espaço para a internet.

Este aparente conflito, não tem data para acabar e está muito longe de chegar a um ponto de acomodação.

A net tem “n” vantagens sobre a TV principalmente a interatividade, mas sua grande arma é a funcionalidade. Na net o usuário aplica todos os seus sentidos (o sentido do tato é usado na escrita), menos o olfato, pois não inventaram ainda internet com cheiro.

Como quem não pode com o adversário, a ele alia-se. Ainda  que um pouco tarde, as TV’s descobriram o potencial da net, criando portais e com isto, ainda que de forma tímida, abrindo canais de interatividade com os seus internautas/telespectadores, o que já foi um avanço.

Com a adesão das TV’s à internet, não é ousadia dizer que em espaço muito curto a rede tornar-se-á uma das mídias mais eficazes do mercado.

Afinal, trinta milhões de consumidores – só no Brasil – em potencial (os números já devem estar defasados) é uma clientela nada desprezível, o que nos permite afirmar que num futuro não muito distante a net será uma das mídias mais procuradas, um sucesso de comunicação (e por quê não de vendas?) e por isso mesmo, uma das mais caras.

O mercado publicitário parece que ainda não atentou para isso. Blogs e sites são tratados como “marginais” no mundo da propaganda, que não lhes dá a devida atenção, não investindo na área de criação, inovação e de pesquisa, com isto perdendo uma clientela de alto potencial, presente e futuro

Há que se atentar para tal procurando alternativa para inserção dos blogs e sites no mercado publicitário. E há e muitas, só precisando aplicar-se a imaginação criadora. Nós mesmos temos uma  proposta, um tanto inovadora, reservada para apresentar à agência porventura interessada em adotar nossos blogs. Breve daremos notícias.

À Redação.

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GREEN BUILDINGS

 

Green Building

Como as construções green buildings podem beneficiar a saúde dos usuários de edifícios comerciais.

 

 

Os green buildings já não são mais novidade. Quem está envolvido na construção civil, investimentos no mercado imobiliário ou arquitetura, já está familiarizado com o termo. Os green buildings, ou edifícios ecologicamente corretos, são conceituados como “edificações nas quais foram aplicadas medidas construtivas e procedimentais que buscam o aumento de sua eficiência no uso de recursos, com foco na redução dos impactos sócio-ambientais”.

(mais…)

SUSTENTABILIDADE TRAZ CAMERON E AL GORE A MANAUS

Cameron – estrela do fórum internacional de sustentabilidade realizado em 26 e 27 de março defende os povos da floresta e faz apelo a Lula contra a construção de Belo Monte

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LIEGE ALBUQUERQUE  Agencia Estado

O cineasta James Cameron, estrela do Fórum Internacional de Sustentabilidade, fez um apelo ao presidente Luis Inácio Lula da Silva em relação à construção da hidrelétrica de Belomonte. “A barragem vai destruir a vida das populações ribeirinhas. Eles são povos ameaçados como os Navi, mas não tem aquelas criaturas aladas para ajudar na luta”, disse. (mais…)

Andalgalá, la ciudad que fue concesionada

El gobierno de Catamarca otorgó en concesión minera todo el subsuelo de una ciudad de 17 mil habitantes. De avanzar la actividad extractiva, se contempla desalojar el casco urbano del histórico pueblo. Rechazos desde la asamblea vecinal.

de Pagina 12

 Por Darío Aranda

En un hecho sin precedentes, el gobierno de Catamarca otorgó el área urbana de la ciudad de Andalgalá en concesión para explotación minera. Incluso aclaró que, de ser necesario, los vecinos dejarán sus viviendas para que la minera avance con la extracción del mineral. Andalgalá es la tercera ciudad en importancia de la provincia, fue fundada en 1658 y sus 17 mil habitantes no pueden creer que la actividad minera prevalezca sobre sus 350 años de historia. “Es increíble cómo el gobierno nos entrega a la voracidad minera”, denunció Graciela Chayle, integrante de la Asambleas Vecinos por la Vida, espacio que impulsó la movilización de la ciudad en reclamo del retiro de Alumbrera y la prohibición de la actividad minera. En 2009, el gobierno de Catamarca ya había aprobado un polémico proyecto (llamado Agua Rica) a sólo 17 kilómetros de la ciudad, y que los vecinos sindican como la puerta de entrada de otros proyectos, entre ellos el que implicará el desalojo compulsivo de los habitantes. El Concejo Deliberante local aprobó un plebiscito vinculante para que la población decida si acepta o rechaza la instalación de Agua Rica.

El departamento de Andalgalá, al noroeste de Catamarca, fue una de las primeras regiones del país en conocer la megaminería metalífera a gran escala. En 1994 comenzó allí la instalación de Bajo la Alumbrera, una megaexplotación de cobre y oro que llegó con promesas de trabajo, bienestar y desarrollo local. A poco de funcionar, la población comenzó a denunciar el incumplimiento de lo prometido y, sobre todo, los casos de contaminación y afecciones en la salud.

La empresa, que en ese momento pertenecía al consorcio de la suiza Xstrata y las canadienses Goldcorp y Northern Orion –hoy Yamana Gold–, había prometido, junto a los políticos de turno, la construcción de un barrio para 5 mil personas, nuevas escuelas, un hospital de alta complejidad, rutas asfaltadas y 6 mil puestos de empleo. Nada se cumplió. Ya en 2004 Andalgalá estaba dividida en torno de la minería. Pero la noticia de un nuevo yacimiento –Agua Rica, de cobre, molibdeno y oro–, publicitado como tres veces más grande que Alumbrera, alarmó a la ciudad. El emprendimiento se ubica a sólo 17 kilómetros de la ciudad, donde nacen los ríos que alimentan de agua a la población (ver aparte).

Urbano Cardozo es un jubilado que divide su tiempo entre la familia y la militancia, según sus palabras, por mantener el ambiente sano para sus nietos. Había aplaudido la llegada de la gran minería a la zona, pero en poco tiempo cambió de opinión. En abril de 2004 le advirtió a este periodista: “Agua Rica es la primera de una larga fila de mineras que se quieren instalar, por eso hay que frenarla. Vienen por todo. Quieren matar al pueblo”. Seis años después, el miércoles pasado, Cardozo volvió a hablar con este diario. “Sabíamos y sabemos que Agua Rica es la carta de defunción del pueblo, pero no imaginamos que el gobierno y las empresas llegarían a tanto, a rematar el pueblo, a echarnos para que venga una minera. No pensé vivir algo así”, lamentó el jubilado militante.

El documento oficial, de la Secretaría de Minería de Catamarca, es claro: “El área de mina cubre prácticamente la ciudad de Andalgalá, situación que es normal y corriente, ya que según el Código de Minería pueden coexistir las dos propiedades, tanto la minera como la superficial, siendo la minera en este caso con fines de prospección y exploración, que en caso de llegar a una explotación se deberá contemplar la indemnización correspondiente y el mayor interés público por parte del Estado, para la prioridad del desarrollo”. Es el párrafo textual de un escrito oficial, fechado el 18 de noviembre de 2009, y que lleva la firma de la máxima autoridad minera de Catamarca, el secretario de Minería, Guillermo Sinner.

El informe oficial precisa que se trata del expediente “770B2005”, que el yacimiento fue denominado “Pilciao 16”, y detalla que se entregó el área a las empresas Billiton Argentina BV y confirmó la posibilidad de expropiar viviendas para que avance la actividad minera. El informe también precisa que sobre el departamento de Andalgalá pesan 280 permisos mineros de prospección y exploración. Sólo Pilciao 16 involucra 4465 hectáreas, gran parte del casco urbano.

La concesión minera de la ciudad de Andalgalá fue otorgada silenciosamente en diciembre de 2005, y fue mantenida en secreto hasta noviembre último, cuando el concejal Alejandro Páez realizó un pedido de informes a la Secretaría de Minería de Catamarca. “A mediados de 2009 me llamó la atención que en una zona cercana, de valles y donde el pueblo de Andalgalá tiene reservas de aguas subterráneas, se comenzaron a ver movimientos, perforaciones y venta de campos. Por eso hice el pedido de informes a la autoridad competente. Nunca imaginé que nuestras autoridades habían entregado el pueblo de forma tan indigna”, detalló Páez.

Con el contexto de una comunidad que se debate desde hace una década por el accionar minero, la posibilidad de desalojos masivos y la pérdida del lugar donde vivieron toda su vida, se incrementó el rechazo a la actividad. La Asamblea Vecinos por la Vida de Andalgalá dio el alerta en diciembre: “Nos sentimos expulsados, violados, ultrajados, al enterarnos de que la Secretaría de Minería concedió a la empresa Billiton Argentina BV el área de mina que cubre prácticamente la ciudad de Andalgalá. No puede entrar en la lógica de nadie que un gobierno valore más el interés de una empresa minera por encima de los derechos a la vida de toda la ciudad”, denunció.

Los vecinos impulsaron “Caminatas por la vida”, marchas en las que reunieron a más de 5 mil personas (en un pueblo de 17 mil). Graciela Chayle tiene 46 años, cinco hijos, y es nacida y criada en Andalgalá, como sus padres. Tiene una pregunta y dos certezas. “¿Cómo se animaron a hacer algo como Pilciao 16, con el desalojo de la ciudad incluido?” Se responde: “El gobierno y las empresas jamás pensaron que el pueblo se iba a levantar, nos veían como quedados, demasiado tranquilos. Como ya habíamos permitido a Alumbrera, pensaron que no íbamos a hacer nada. Por otro lado, queda claro que se equivocaron: Andalgalá resiste”.

Billiton Argentina BV pertenece al grupo internacional BHP Billiton, con sede en Australia y presencia en 25 países. Explota y comercializa petróleo, aluminio, metales, acero, diamantes y carbón energético. Una de sus subsidiarias (BHP Petroleum Corporation) explora, con permiso británico, petróleo en las Islas Malvinas. Billiton Argentina BV tiene presencia en Salta desde 2007, donde cuenta con 40 mil hectáreas en concesión. La empresa no cuenta con sitio de Internet en la Argentina, no hay datos suyos en los sitios especializados en minería y en la Secretaría de Minería de Catamarca dijeron no tener contactos actualizados.

Desde la Secretaría de Minería de Catamarca rechazaron hablar con Página/12. Sí hablaron con el diario local El Ancasti. Admitieron la entrega en concesión de Andalgalá a la empresa, que ésta presentó una declaración de impacto ambiental en 2006 y explicaron que “la empresa concesionaria ha demostrado desinterés en la misma en los últimos años, por lo que se infiere falta de interés en la zona”.

El concejal Páez toma distancia de las autoridades provinciales. “Pilciao 16 fue un avasallamiento realizado sin consultar a la población directamente afectada. Si han tenido decisión de hacer eso, ya no puedo creer nada de lo que digan las empresas, la Secretaría de Minería de Catamarca, ni la Secretaría de Minería de Nación.”

Los vecinos que se oponen desde hace una década a la actividad extractiva también afirman que la marcha atrás es sólo momentánea y advierten que no dejarán las calles hasta que se cumpla su exigencia: “Fuera Agua Rica y jamás Pilciao 16. No a la minería, sí a la vida”.


 

  

  

 

GOLDENBERG FALA EM SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA

Sustentabilidade energética começará nos transportes

Sustentabilidade energética começará nos transportes

Para José Goldemberg, do IEE-USP, veículos deverão comandar as mudanças rumo a fontes renováveis de energia (Foto: Eduardo Cesar)
 
 Por Fábio Reynol/Agência FAPESP

As pesquisas voltadas ao aprimoramento de veículos automotores deverão comandar as mudanças das matrizes energéticas de outros setores rumo à utilização de fontes renováveis. A afirmação, de José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), foi feita na Convenção Latino-Americana do Global Sustainable Bioenergy Project (GSB), realizada de 23 a 25 de março na sede da FAPESP.

O físico Goldemberg, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, ministrou a palestra “Como os biocombustíveis podem ajudar o mundo a cumprir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa?”.

Com dados de participação de fontes primárias de energia do ano de 2008, Goldemberg destacou que petróleo, gás natural e carvão – combustíveis emissores de gases de efeito estufa – respondem por cerca de 80% da energia consumida no planeta. “Cada ser humano consome o equivalente a 1,5 tonelada de carvão por ano”, disse.

Segundo ele, para substituir esses combustíveis é fundamental saber em que áreas são empregados atualmente. “A destinação da energia mundial está basicamente dividida entre três setores: transportes, indústria e edifícios. E cada uma delas responde por cerca de um terço do consumo”, disse.

A renovação de indústrias e edifícios seria muito mais demorada e onerosa. “Um prédio tem uma vida útil entre 50 e 100 anos. Por isso, renovar edifícios é trabalho para dezenas de anos”, afirmou.

Por conta disso, para Goldemberg as mudanças das matrizes energéticas devem começar pelos veículos, que têm vida curta e podem ser transformados com uma rapidez muito maior. “Por esse motivo, se preocupar com transporte é um dos caminhos mais seguros para investir na sustentabilidade”, destacou.

Nesse sentido, segundo ele, a substituição da gasolina e de derivados de petróleo por biocombustíveis seria o primeiro passo para que os países comecem a reduzir emissões do principal gás de efeito estufa, o dióxido de carbono.

Goldemberg apontou que o petróleo move 30% dos veículos nos Estados Unidos. No restante do planeta, essa fonte é empregada em cerca de 13% dos sistemas de transporte e, no Brasil, sua participação é ainda maior. “Isso é porque o transporte aqui é basicamente rodoviário”, disse.

Por meio de gráficos sobre o aumento de emissões de gases estufa em vários lugares, Goldemberg mostrou que os países em desenvolvimento têm aumentado a sua participação. Isso se deve, segundo ele, à industrialização acelerada de países como Índia e China.

Híbridos e elétricos

De acordo com Goldemberg, os países têm mostrado um crescimento exponencial na frota de seus veículos, o que pode culminar com números semelhantes à da frota norte-americana, a maior do planeta, com quase um veículo por habitante.

“O automóvel ocupou um lugar na população do século 20 sem precedentes na história. E é algo de que elas dificilmente vão abrir mão”, disse. O que torna, segundo ele, ainda mais necessárias as pesquisas em biocombustíveis.

Para Goldemberg, somente a biomassa e a eletricidade se mostraram ser fontes viáveis de substituição de petróleo em um futuro próximo. E só a biomassa teria a capacidade de substituir integralmente o combustível fóssil.

A eletricidade, segundo apontou o professor, tem sido empregada com êxito para melhorar o desempenho de automóveis a gasolina. Alguns exemplos de veículos híbridos bem-sucedidos nos Estados Unidos conseguem aumentar a autonomia de um carro em até dez vezes, mas ainda são modelos muito caros para competir com os convencionais a gasolina.

Por outro lado, Goldemberg não vê viabilidade na aplicação a curto prazo de veículos 100% movidos a eletricidade. “Essa tecnologia ainda está na infância. Estudos norte-americanos mostram que o carro elétrico assumirá um papel importante por volta de 2030, isso porque as nossas baterias atuais não são muito mais eficientes do que aquelas que nossos avós usavam no século 19”, provocou.

O hidrogênio, uma das esperanças atuais para combustíveis limpos, também foi descartado por Goldemberg para a utilização no curto prazo. “O hidrogênio obtido hoje deriva principalmente do metano, um combustível fóssil”, disse.

Ao encerrar, o professor mostrou um gráfico das emissões de dióxido de carbono registradas no Estado de São Paulo que têm apresentado uma ligeira queda desde 1998. Goldemberg atribuiu esse resultado a uma recuperação da área verde do Estado e, principalmente, ao aumento gradual da utilização de etanol pela frota paulista. Estima-se que hoje metade dos veículos em São Paulo esteja rodando com etanol.

“Os biocombustíveis são a verdadeira energia solar encapsulada, convertida em líquido que substitui a gasolina. Portanto, a biomassa é uma área em que vale a pena investir em pesquisas para que seja sustentável e não uma fonte de destruição de ecossistemas”, disse.

 

THE EARTH HOUR

Why WWF thinks flicking the switch for Earth Hour is worth it

Over 125 countries will take part in Earth Hour. But how can the collective switch-off really make a difference?

 David Nussbaum

Thousands of people participating in Earth Hour will switch of their lights.

 

Photograph: Graham Turner

 

Tomorrow, at 8.30pm, thousands of people across the UK and maybe a billion across the world will take part in Earth Hour.

 It’ll look impressive, no doubt. The big switch-off will make the news. But so what? We know that just one hour, even on this global scale, won’t in itself save energy or reduce emissions in any significant way. This is a giant photo opportunity – eye-catching and symbolic, yes – but how can it really make a difference? More importantly, why would a science-based organisation like WWF believe this is worth the effort?

 I think there are many reasons, but there are three worth focusing on.

 Firstly, climate change is a threat truly global in its nature. It demands global attention, commitment and action. In December last year, as the climate talks in Copenhagen came to a stuttering finish, many in the UK felt disappointed and disillusioned. But talking to my colleagues working in areas of the world already feeling the effects of climate change, emotions ran much higher. Anger and disbelief best describes what nations like the Maldives, Bangladesh and Tanzania felt on seeing the failure of world leaders to take collective responsibility. They are seeing the effects of climate change now. It is, for countries in their position, no theory for debate or distant possibility.

 As I write, more than 125 countries have confirmed their participation in Earth Hour, almost 40 more than in 2009, including 56 national capitals and eight of the 10 most populated metropolises on the planet. “Earth Hour” has appeared more than 30m times online in the past 24 hours and is currently one of the top 10 trending topics on Twitter. While the UK and the US (two major global emitters) may have seen an increase in sceptical noise on climate change in recent months, I feel confident that globally, this is no waning movement.

 Secondly, politicians here in the UK need a mandate to act. Unlike elsewhere in the world, our main political parties all understand the threat of climate change and say that they are committed, albeit with different policies and approaches, to dealing with the problem. However, Copenhagen largely failed and leaders need us, the voters, to keep up a demand for action.

 This close to a general election, there’s no better time to make a big, bold, collective statement that as a public, we expect leadership from our next government, whatever its hue. Schools, cathedrals, large companies, small businesses, pubs, clubs, councils all add up to a pretty comprehensive slice of our population and just this week, under pressure from Earth Hour participants, supporters and many committed MPs, the Palace of Westminster and 10 Downing Street joined the Senedd in Cardiff and the Scottish parliament in Holyrood and signed up to switch off. In the US, 31 state governors are supporting Earth Hour. The people who matter do notice.

 Lastly, Earth Hour is for me a brilliant analogy for how we can get to a solution. Climate change will demand big, global ambition from world leaders – the “landmarks” of our political landscape. Just as lights go off at Christ the Redeemer, the Empire State Building and the Forbidden City, we need Presidents Lula da Silva, Obama and Hu Jintao and many others to work together in order to get a binding commitment to reduce emissions.

 A low-carbon future will demand small changes from all of us at home, like the families taking part in Earth Hour, perhaps eating their dinner by candlelight. Better insulation, more efficient heating, using public transport and the products we choose to consume can all have impact on the energy we use and reduce our personal impact on our environment.

 Earth Hour is not about a world without light, power and the great human achievements that keep us warm and safe. It is absolutely a celebration of their positive role; we want a bright future in which the lights stay on, drawing on forms of energy and innovative technologies that have a lesser impact on people and nature around the world. As the 10:10 campaign has shown alongside Earth Hour, collective action can have an impact.

 We know that a single hour, once a year is not enough. But also we know that there is no greater, global call to action available at the flick of a switch. We firmly believe Earth hour is worth it.

 • David Nussbaum is CEO of WWF-UK

GOVERNOS TEM NOVA OPORTUNIDADE DE COLOCAR BIODIVERSIDADE COMO PRIORIDADE

ABETARDA EM VÔO

 

 
SPEA 

 Na reunião de Ministros de Ambiente, que teve como principal objectivo definir os objectivos da Biodiversidade para 2020, a União Europeia assumiu em pleno Ano da Biodiversidade que os anteriores objectivos não foram alcançados e esforça-se por novos desafios e ambição para parar a perda de biodiversidade. A SPEA e a Birdlife International ficaram satisfeitas com as conclusões da reunião e mostram-se disponíveis para desenvolver esforços para atingir esses objectivos.

No passado mês de Janeiro, a Comissão Europeia publicou as 4 opções sobre a visão da União Europeia e objectivos para travar a perda da biodiversidade após 2010 . A SPEA e a BirdLife International consideram que as primeiras 3 opções apresentadas no documento não iam de encontro às ambições da UE, significavam nitidamente um passo atrás nos objectivos e eram fracas para conseguir assegurar uma protecção adequada da biodiversidade no futuro. A SPEA e a Birdlife, juntamente com outras ONGAS nacionais e internacionais, pressionaram o Conselho a adoptar a opção 4, que acrescentava como mais valia a restauração dos ecossistemas como uma obrigação de todos, apenas limitada por condições ecológicas, não por condições económicas ou politicas. Além disso, ambas as associações encorajaram o Conselho a mencionar as obrigações legais já existentes para atribuir às espécies e habitats um status de conservação favorável na UE.

Apesar destes requisitos obrigatórios não serem ainda conhecidos, é bastante positivo ver que o Conselho votou pela opção mais forte, conhecida por pretender “… travar a perda da biodiversidade e degradação dos ecossistemas na UE até 2020, e restaurá-los de acordo com a viabilidade, ao mesmo tempo que a UE caminha no sentido de evitar a perda global da biodiversidade”. Neste momento está nas mãos dos Chefes de Estado europeus e governos também adoptar estes objectivos e negociar um compromisso similar a nível global. Para Luís Costa, Director Executivo da SPEA, “é crucial que a União Europeia promova a adopção de objectivos de biodiversidade ambiciosos a nível internacional e que também em Portugal o Governo seja mais ambicioso e responsável no esforço para alcançar esses objectivos”. Um passo importante será defender estes objectivos de biodiversidade “na Conferência dos Países Signatários (COP 10) da Convenção da Biodiversidade Biológica no Japão em Outubro de 2010, dando assim um exemplo ao mundo”, refere Ariel Brunner, líder da Divisão Europeia na Birdlife Internacional.

“Com os novos objectivos adoptados pela UE, eles têm uma posição forte para mostrar a sua liderança ao resto do mundo sobre a protecção do ambiente, algo que não foi conseguido em Copenhaga”, concluiu Brunner.