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Diretor de Avatar apoia manifestação contra Usina de Belo Monte

James Cameron afirmou que sua construção repete o enredo do filme: a briga entre o desenvolvimento e a preservação

Valter Campanato/ABr / 

Líder indígena Sheila Juruna e o diretor do filme Avatar, James Cameron, durante entrevista sobre manifestação contra construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA)
     

Letícia de Oliveira | Brasília (DF)

 Cerca de 500 manifestantes protestaram nesta segunda, dia 12, em Brasília contra a construção da Usina de Belo Monte, no Pará. A manifestação teve o apoio do cineasta James Cameron e atores do filme Avatar.

Podia ser só mais um protesto. Mas este, em frente à Agência Nacional de Energia Elétrica, em Brasília, teve o apoio do criador de um filme campeão de bilheteria. O diretor de Avatar, James Cameron, ao lado da atriz Sigourney Weaver, afirmou que a construção de Belo Monte repete o enredo do filme: a briga entre o desenvolvimento e a preservação.

– Eles pediram a minha ajuda e eu não posso ignorar – disse o diretor norte-americano.

James Cameron contou aos manifestantes que esteve com os índios da localidade de Volta Grande, que será atingida pela construção de Belo Monte. O cineasta disse que os protestos contra a usina se tornarão uma luta pessoal para ele.

Cameron vai se reunir com congressistas americanos para alertar sobre as consequências da construção da usina. Ele ouviu relatos de que mais de 15 mil agricultores vão perder terras para a obra, e que o rio Xingu deve secar num trecho de 100 quilômetros, prejudicando as comunidades indígenas.

– Eu acredito que existem muitas alternativas para a geração de energia, como aumentar a eficiência da produção através da energia eólica e da energia solar – explicou Cameron.

E acrescentou que não conhece o presidente Lula e o que o desafiaria a ser um herói, defendendo junto a líderes mundiais o progresso sustentável. 

– Eu não conheço o presidente brasileiro, mas sei que ele fez um bem a este país. Eu o desafiaria a ser um dos líderes mundiais que podem adotar uma nova visão sustentável de progresso – completou.

Mais cedo, 500 manifestantes do movimento dos atingidos por barragens circularam pela Esplanada dos Ministérios com faixas e cartazes.

O leilão da Usina de Belo Monte para os consórcios interessados no empreendimento está marcado para o dia 20 de abril.

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