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Pontos impróprios para banho em Canasvieiras estão

mal indicados

Maioria dos banhistas não sabe que água está contaminada porque placas que indicam condição ficam escondidas

 

Oliveira Mussi
Florianópolis
Marco Santiago

Poucas placas estão visíveis na orla de Canasvieiras, com três pontos impróprios para banho

Com pelo menos três pontos considerados impróprios para banho pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente), Canasvieiras também sofre com o lixo e com moradores de rua, que dormem pelas praças, prédios abandonados e até mesmo na orla.

A demarcação dos pontos onde há presença de coliformes fecais, porém, não está muito à vista. Pelo menos duas das placas estão parcialmente ou completamente escondidas.

Cemilda Duarte, 44 anos, que aluga cadeiras e guarda-sóis há 11 anos, mora na localidade desde que nasceu e diz que o problema da poluição piora a olhos vistos conforme passam as temporadas. “Quando eu furo a areia para colocar o guarda-sol sinto o cheiro de fezes e urina”, diz a comerciante. Por conta de uma das placas ter sido posta em frente ao ponto onde trabalha, ela diz que o movimento vem caindo.

Contudo, todos os entrevistados na manhã de sábado, que tomavam banho em frente às placas que assinalam as más condições da água, diziam não saber que se trataca de um ponto impróprio para o banho. Esse foi o caso do turista Felipe Brum, 31, técnico em geoprocessamento, que tomava banho quase que em frente a uma dessas placas. “Não havia visto a placa antes, só agora, até porque ela está encostada na parte de trás de uma barraca, não dá para ver da praia. Mas vou mudar de lugar agora que a vi”, disse ele.

O uruguaio Javier Hernandes estava na mesma situação. Este é o sétimo verão que passa em Canasvieiras, mas mesmo assim ficou alarmado com o fato de aquele ponto estar contaminado. “Acabamos de chegar, geralmente tomamos banho mais perto do hotel Lexus, acho que lá é mais limpo”, relatou. Contudo, o ponto referido por Javier também está poluído.

“Três equipes da Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital) passam pela praia recolhendo lixo, mas não adianta, a quantidade de sujeira é demais”, contou o gari que estava limpando a praia no momento, Leandro Bochilof. Segundo ele, o problema é que “as pessoas vêm para a praia fazer festa e esquecem que o que trazem não volta sozinho”.

Segundo o médico Mário Mussi, o risco direto das bactérias conhecidas como coliformes fecais são infecções gastrointestinais, mas se o problema não for tratado essa infecção pode evoluir para um cepticemia ou até mesmo amorte.

 

Ana Echevenguá – advogada ambientalista – OAB/SC 17.413
ana@ecoeacao.com.br
Instituto Eco&Ação – www.ecoeacao.com.br
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