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Amazônia terá menos chuva e ficará mais seca no século 21, diz

relatório do INCT

Por Redação IHU Online

Segundo os novos cenários climáticos encontrados no relatório, “as projeções apontam que as áreas do norte do continente, que compreendem a Amazônia e o Nordeste do Brasil, deverão experimentar deficiência de chuvas (com redução de até 40%), enquanto no sudeste da América do Sul, incluindo a bacia Paraná La Plata, as chuvas deverão aumentar cerca de 30%”.

Os novos cenários climáticos encontrados no relatório, “as projeções apontam que as áreas do norte do continente, que compreendem a Amazônia e o Nordeste do Brasil, deverão experimentar deficiência de chuvas (com redução de até 40%), enquanto no sudeste da América do Sul, incluindo a bacia Paraná La Plata, as chuvas deverão aumentar cerca de 30%”.

As simulações elaboradas pelos modelos do INCT abrangerão um período de 30 anos com base no cenário atual e um cenário futuro para o período 2071-2100.

A diferença entre o volume de chuvas e a evaporação para o Norte da América é negativa, dizem os cientistas.

Este déficit de água e a redução do escoamento fluvial da Amazônia Oriental e a bacia do São Francisco vão tornar estas regiões suscetíveis a condições mais secas no futuro.

Doenças

O relatório do INCT abrange diferentes áreas que possuem correlação como mudanças climáticas, como saúde humana, urbanização e megacidades, energia e políticas públicas.

Na área de saúde humana, estão sendo realizados estudos para avaliar as variações temporais de variáveis climáticas e doenças.

Os pesquisadores priorizaram a leptospirose, doenças respiratórias e cardiovasculares e a dengue, selecionadas conforme sua prevalência e biomas. Em Manaus, por exemplo, a dengue está associada às doenças transmitidas pela água.

Segundo os estudos, riachos e ocupação recente de áreas explicam a elevada incidência de malária nessa cidade.

“O ritmo de desmatamento e a extensão dos riachos alagáveis podem aumentar consideravelmente durante as próximas décadas devido à variação do nível de água dos rios e as pressões decorrentes do uso da terra”, diz o estudo.

O INCT-MC, criado em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, reúne cientistas de instituições de pesquisa em meio ambiente no Brasil distribuídos em 90 grupos.

Ao todo, são aproximadamente 400 participantes.

Os INCTs são financiados pelo Conselho de Desenvolvimento Científco e Tecnológico (CNPq) do MCT e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC) e por agências estaduais de fomento.

Um dos órgãos participantes do grupo é o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

De acordo com informações da assessoria do Inpe, onde fica a sede do INCT, a principal meta do estudo é fornecer informação científica de alta qualidade necessária para compreender o funcionamento do clima, sua variabilidade e suas mudanças e subsidiar as políticas públicas de mitigação e adaptação em níveis local, nacional e internacional.

(Envolverde/IHU-OnLine)- É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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