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Kadafi, Obama

e tsunamis

(Novas verdades que você precisa saber)


Por Tom Capri

Kadafi

A mídia continua sem dar explicações satisfatórias para a revolta árabe-muçulmana. Eu tenho duas que não sei se são corretas: uma é a de que se trata de rebelião dos novos mauricinhos e patricinhas árabes da era do celular e da Internet (patricinha árabe usa burca a contragosto, a propósito).
Refiro-me àqueles que, mauricinhos, desejam ter sua Ferrari, e que, patricinhas, sonham com fumar em público de shortinhos e pernas de fora. Buscam, todos, a famigerada democracia, que de democracia autêntica não tem nada e não passa de capa protetora e guardiã das ações do capital, a pior das ditaduras (repito, a pior das ditaduras).

A outra explicação é de que se trata de revolta de jovens muçulmanos, igualmente conservadores, contra a laicização de Estados como o líbio, depois que Kadafi abriu as pernas para o grande capital, não só americano, mas europeu e asiático.

Suspeito que uma dessas explicações seja a correta ou que as duas estejam certas. Espero que isto seja devidamente esclarecido nos próximos dias. Vamos lá, Mídia!

Barack Obama

Obama está no mato sem cachorro. Não tem para onde correr. Quem viu o filmeTrabalho Interno percebeu que o presidente dos EUA tem sido bastante pusilânime até aqui, especialmente no que se refere às medidas para debelar os efeitos dadébâcle financeira e a evitar nova crise econômica (regulação incipiente do mercado).

Percebeu também que os envolvidos – os mais recentes agentes do capitalismo dos EUA (de Reagan a Bush, passando por Clinton) e de todo o sistema financeiro do país – ainda estão soltos, a maioria nos altos cargos que então ocupavam.

Trabalho Interno só não explica as razões de toda essa fraqueza de Obama: negro, o presidente dos EUA não tem como reagir à altura. Se peitar ex-presidentes como Bush e Clinton e agentes da pesada do sistema financeiro, é bem capaz que tome uma bala na testa e saia rapidamente de cena. Por muito menos, John Kennedy não sabe até hoje que foi posto à bala para fora da Casa Branca. Na melhor das hipóteses, Obama levará tanta bordoada que, da mesma forma, não conseguirá se reeleger.

Por outro lado, se continuar titubeante desse jeito, não só não se reelege como passará para a história com a fama de pior presidente da história dos EUA. O primeiro presidente negro dos EUA? Obama trata de não deixar que isto ocorra.

A única carta que ainda tem na manga – acabar com Kadafi como Bush fez com Saddam Hussein – é igualmente pra lá de arriscada: mesmo que a operação tenha sucesso, o desgaste poderá vir a galope, uma vez que a economia dos EUA não consegue sair do sufoco e novos gastos dessa monta poderão até quebrar o império. E o argumento de que Kadafi também tem armas químicas já foi desmoralizado. O presidente dos EUA está aceitando sugestões. Mande a sua.

Tsunamis

As tragédias provocadas pelos tsunamis no Japão e em quase todo o Pacífico asiático são de inteira responsabilidade do capital. Não existem mais tragédias provocadas por acidentes naturais. E é muito fácil entender isto.

A principal característica do capital é a expansão desenfreada das vendas, para garantir acumulação cada vez maior. O capital faz qualquer negócio – não vê cara nem coração – para turbinar o consumo (de onde surgem as bolhas, que acabam derrubando o próprio sistema, e aí é duro de levantar).

Em função disso, o capital ocupou as faixas litorâneas do Planeta com todos os tipos de imóveis, de favelas a residências milionárias, sem se sensibilizar com a possibilidade de eventuais desastres naturais, como terremotos, tsunamis etc.

Os incas já sabiam como enfrentar os acidentes naturais, e evitar a destruição trazida por eles, muito antes do Descobrimento. Nós, os civilizados, hoje sob a égide do capital, ainda não temos uma noção clara de como escapar desse tipo de desastre.

Daí advêm as tragédias, como a que acaba de abalar o Japão e outros países asiáticos. A humanidade teve tempo mais do que suficiente, até aqui, para resolver isso, mas ainda engatinha nessa questão. Simplesmente por não ser preocupação do capital. Não era mais para termos mortes e tragédias como essas.
Abraços a todos.
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