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Negociação da ONU sobre clima chega a acordo sobre agenda

<b>Clima</b> seco <b>desértico</b>
BANGCOC (Reuters) – Países ricos e pobres superaram divisões nesta sexta-feira e chegaram a um acordo que mapeia as negociações sobre o clima no âmbito da Organização das Nações Unidas para este ano, baseado no pacto acertado em dezembro no México e aumentando o foco nas questões mais complicadas.




O acordo fechado em Bangcoc acontece depois de quase quatro dias de negociações que os países em desenvolvimento consideravam necessárias para “recalibrar” as negociações sobre o clima da ONU após as conversas em Cancún em dezembro passado.

 


Esses países queriam uma agenda que não se concentrasse apenas na evolução do que foi acertado em Cancún, mas também enfrentasse a questão do Protocolo de Kyoto e as promessas dos países ricos de reduzir suas emissões, além de esclarecer as fontes de dinheiro para os países pobres.

 


Mas muitos países ricos afirmaram que algumas nações em desenvolvimento estavam simplesmente tentando recuar em relação ao acordo de Cancún e isso atrapalhou as negociações neste ano, a serem realizadas na cidade sul-africana de Durban no final de novembro.

 


Muitos países estão insatisfeitos com o fato de boa parte das conversas realizadas entre 3 e 8 de abril se concentrarem principalmente na agenda, com os Estados Unidos alegando que o atraso prejudicou o clima, enquanto os países em desenvolvimento tinham dúvidas sobre o resultado final.

 


“Está menos auspicioso do que quando chegamos”, disse Jonathan Pershing, negociador de alto escalão dos EUA, a jornalistas. Em particular, ele disse que alguns países querem renegociar as decisões de Cancún.

 


“Não acho que isso será construtivo. O que se tornou evidente é que podemos esperar mais disso daqui para frente”, acrescentou.

 


Tosi Mpanu Mpanu, que chefia o grupo africano, disse ter sensações distintas em relação às conversas. “Graças a Deus chegamos a uma agenda. É uma pena que tenha demorado tanto. O que isso diz sobre o restante do ano?”.

 


(Reportagem de David Fogarty)

 


Reuters
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