SITE INTERNACIONAL DE NOTÍCIAS, INFORMAÇÕES, OPINIÃO SOBRE ECOLOGIA, MEIO AMBIENTE E CULTURA

INOVAÇÃO CAMINHO PARA A SUSTENTABILIDADE

Inovação pode ser vetor para o desenvolvimento sustentável e para a transformação de padrões socioambientais no Brasil, destacam pesquisadores na abertura da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
https://i0.wp.com/www.cienciapt.net/noticias/imagens/novas/sustentabilidade2.jpg

Transformação pela inovação

Por Fábio de Castro, de Brasília/agencia FAPESP
Se o Brasil quiser construir um novo projeto de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, para a indústria, para a agricultura e para os próprios padrões culturais da sociedade, em todos os casos, a inovação deverá ser o eixo central da transformação.

A análise foi feita pelos participantes da plenária de abertura da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que começou nesta quarta-feira (26/5), em Brasília.

Com o tema “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vistas ao desenvolvimento sustentável”, o evento reúne milhares de participantes até a sexta-feira (28/5).

A plenária de abertura discutiu o eixo central da reunião: como o avanço do conhecimento e da inovação pode se tornar o vetor fundamental do desenvolvimento econômico com preservação dos ativos ambientais e melhoria na qualidade de vida.

De acordo com Bertha Becker, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Amazônia – área estratégica para o país e modelo por excelência para o estudo dos conflitos entre preservação ambiental e crescimento econômico – tem hoje duas propostas de projetos de desenvolvimento sustentável.

“Um desses projetos, que está associado às mudanças climáticas, tem predominado. Sua prioridade é evitar a emissão de gases de efeito estufa e implementar o mercado de carbono. Esse projeto defende a preservação da floresta em pé, financiando a renúncia ao desmatamento. É uma ideia que parece sedutora, mas questiono fortemente esse projeto, pois ele mantém a floresta improdutiva. É basicamente um projeto de compensação para países desenvolvidos que poderão continuar sendo os maiores emissores”, disse.

O outro projeto, segundo a pesquisadora, entende o desenvolvimento sustentável como um novo padrão de desenvolvimento baseado na ciência, na tecnologia e na inovação.

“O desafio, nesse caso, é utilizar os recursos naturais sem destruí-los, gerando emprego e renda para os milhões de habitantes da região. Para isso, vamos ter que mudar o padrão de desenvolvimento da Amazônia. Só conseguiremos isso com políticas públicas e imensos investimentos em ciência e inovação”, destacou.

Segundo Bertha, na atualidade o papel dos cientistas se tornou mais complexo: além de pesquisar, descobrir, inovar e implementar técnicas avançadas, o cientista contemporâneo precisa esclarecer a sociedade sobre as rápidas transformações no mundo.

“Caberá à sociedade acarear esses dois projetos e essa acareação deverá levar em conta o extraordinário valor da Amazônia. Os cientistas precisam deixar isso claro”, disse.

De acordo com o coordenador da plenária de abertura, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e conselheiro da FAPESP, a ciência e a inovação têm uma missão ainda maior que o estabelecimento de uma economia sustentável. Será preciso contribuir com a construção de um novo modelo de sociedade.

“Nos últimos anos, o sistema financeiro se tornou uma finalidade em si e desvirtuou os investimentos em tecnologia. Tivemos uma concentração do risco e, mesmo tendo avaliações prévias de que haveria um colapso financeiro, não fomos capazes de impedi-lo. Não estamos diante de uma mera crise financeira: uma análise mais profunda revela uma crise do padrão de convivência da sociedade contemporânea”, afirmou.

Segundo o também professor das Faculdades de Campinas, a crise estrutural do modelo construído nos últimos 60 anos e radicalizado na década de 1980 gerou ao mesmo tempo uma escalada do consumo e da desigualdade.

“O Brasil é quase uma exceção, já que conseguiu fazer o mínimo para reduzir a desigualdade. Mas estou assustado com a degradação cultural da sociedade. Basta olhar os fóruns na internet para ter noção do grau de isolamento e agressividade das pessoas que se manifestam anonimamente. Isso não está dissociado do meio ambiente – esse comportamento faz parte de um padrão civilizatório que precisa ser mudado”, afirmou.

Para pensar em inovação e desenvolvimento, segundo Belluzzo, será preciso cuidar do aperfeiçoamento cultural dos brasileiros e da inclusão social e cultural dos jovens da periferia.

“Estamos, aqui falando de inovação, mas é preciso destacar que a inovação precisa começar pela base cultural e educacional”, disse, sob aplausos da grande plateia presente.

Recursos naturais

Segundo Pedro Luiz Barreiros Passos, presidente do conselho do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a economia do Brasil vive um bom momento, mas ainda está baseada em exportação de recursos naturais, em vez de produtos manufaturados com alto valor agregado.

“Enfrentamos a crise financeira com muita inteligência, mas, além do rico patrimônio natural, social e cultural, precisamos criar elementos para a exploração das vantagens comparativas do país, seja energia renovável, a forte produção agrícola ou uma nova cadeia como a do pré-sal”, disse.

De acordo com Passos, além dos recursos naturais o Brasil tem vantagens de curto prazo, como a janela demográfica, que permitirá ao país ter uma população economicamente ativa relevante, formando em pouco tempo imensa força de trabalho e um novo mercado interno.

“Temos a oportunidade de fazer uma transição para uma economia de baixo carbono, com aumento da eficiência energética e do transporte. Para isso, os padrões do uso de transportes terão que mudar, de forma associada aos investimentos nas tecnologias de bioenergia, novos materiais e processos produtivos. Mas temos que ser ambiciosos e buscar a liderança mundial em bioenergia, química verde, alimentos sustentáveis e outras áreas que são nossa vocação”, disse.

José Geraldo Eugênio de França, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, destacou que o Brasil passou por uma revolução verde e, hoje, a agricultura representa quase um terço da economia do país, empregando 40% da população.

O país, segundo ele, tem um dos mais baixos preços de alimentos do mundo. Mas a ambição deve ser levada mais longe, pois há potencial para se tornar o primeiro produtor mundial de alimentos.

“Já estamos na terceira colocação, tendo ultrapassado o Canadá recentemente. A grande questão é chegar a esse objetivo adotando o princípio do respeito ao meio ambiente e à sustentabilidade. Estamos convencidos de que podemos fazer isso”, afirmou.

Segundo França, os pesquisadores são responsáveis pelo redesenho de uma nova agricultura menos dependente dos insumos, com maior produtividade baseada na biotecnologia e na nanotecnologia.

“Hoje, temos 8 milhões de hectares de cana-de-açúcar que não empregam inseticidas e 22,5 milhões de hectares de soja com uso de bactérias no lugar do nitrogênio mineral. Assim como a China escolheu ser a fábrica do mundo, podemos nos tornar o grande produtor de alimentos, matérias-primas e biocombustíveis. Mas não há como fazer isso sem muita ciência e sustentabilidade”, disse.

Mais informações sobre a 4ª CNCTI: www.cgee.org.br/cncti4

………

Yokohama lança no Brasil pneu com óleo de laranja

advan_a006_pneu_pista_molhada

Tecnologia desenvolvida pela Yokohama resulta em um pneu ecológico, mais flexível, com melhor resistência e aderência às pistas de corrida


basicas comunicações.com/por Daniela

Referência em todo mundo devido às modernas pesquisas e inovadoras tecnologias, a Yokohama mais uma vez surpreende o mercado automobilístico ao recorrer ao óleo de laranja como forma de ampliar resultados e performance, além de contribuir com a preservação do meio ambiente reduzindo o uso de derivados do petróleo.

O desenvolvimento dos chamados Pneus Eco Racing foi iniciado em 2008 e testado na pré-temporada e nos eventos de corrida de 2009 da Super Taikyu Series (campeonato de endurance japonês). O óleo de laranja possui uma afinidade muito grande com a borracha, sendo fácil de misturar em polímeros. O resultado dessa inovadora experiência foi um produto com maior aderência, menor perda de performance, melhor dirigibilidade e estabilidade e menor desgaste.

Normalmente, a borracha dos pneus de corrida chega a uma temperatura muito elevada, cerca de 100℃. Ao misturar o óleo de laranja ao composto, ocorre um aumento da resistência dos pneus às altas temperaturas, proporcionando também um maior nível de aderência. “O óleo de laranja modera a degradação dos pneus, pois mantém uma melhor característica de aderência mesmo em uma escala de temperatura elevada”, explica o gerente técnico da Yokohama Rubber Latin America, Moises Rioseco.

Outro fator positivo é a diminuição de produtos derivados de petróleo na manufatura do pneu, contribuindo com o meio ambiente. “A possibilidade da coexistência de automobilismo com a preservação ambiental atrai olhares da indústria e da imprensa em todo o mundo”, ressalta Rioseco. A Yokohama é líder mundial em novas tecnologias focadas na redução de consumo de CO₂.

Para 2010, está prevista a utilização dos pneus com óleo de laranja no World Touring Car Championship (WTCC), no IMSA GT3 Challenge e no Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. O pneu produzido pela Yokohama com óleo de laranja mostra a grande preocupação da empresa com o futuro do planeta. “Uma empresa como a nossa precisa estar cada vez mais em sintonia com o meio ambiente, por isso o pneu produzido com óleo de laranja é verdadeiramente um pneu ecologicamente correto. Estamos pensando no hoje, mas com os olhos voltados para o futuro e no imenso legado que deixaremos para as próximas gerações”, finaliza o diretor de marketing da Yokohama Brasil, Wagner Fernandes dos Santos.  http://www.yokohama.com.br

..

Maizena + borracha = BIOPNEU!!!

a base de milho!A Goodyear – o maior fabricante de pneus do mundo – começou a produção de um revolucionário tipo de pneu, que pode reduzir largamente a poluição e o consumo de energia provocados pelos atuais modelos. Parte do material comumente usado na fabricação dos pneus foi substituída por um polímero biológico derivado do amido de milho. Este é utilizado em conjunto com a borracha vulcanizada, resultando em um novo conceito de pneu. A nova tecnologia permite várias reduções: da resitência a rodagem, do barulho, da emissão de gás carbônico e também na energia gasta para a fabricação do pneu. Como a resitência a rodagem é menor, o consumo de combustível, no automóvel, também será menor. Além disso, a durabilidade do pneu é maior e, ainda, o impacto ambiental causado pelo pneu, quando abandonado no lixo, será menor, já que parte dele será biodegradável. O polímero a base de amido foi desenvolvido por uma empresa italiana, a Novamont, e já vem sendo usado em vários produtos, como filmes plásticos para alimentos, “papel” higiênico, brinquedos, sacolas de supermercados e sacos de lixo – todos biodegradáveis!
fonte- ufsc.br

Coca-Cola abre 1ª fábrica verde da América Latina no Brasil

Unidade fica localizada em Maceió e atende aos estados de Sergipe, Alagoas e parte da Bahia

Fábrica da Coca-Cola terá iluminação natural e um sistema de uso eficiente de água, além de recursos para diminuir a liberação de CO2 na atmosfera
Fábrica da Coca-Cola terá iluminação natural e um sistema de uso eficiente de água, além de recursos para diminuir a liberação de CO2 na atmosferaSylvia de Sá

A Coca-Cola continua investindo em sustentabilidade. Após lançar uma garrafa PET sustentável, a empresa inaugurou sua primeira fábrica verde na América Latina, na última sexta-feira, dia 16, em Maceió. A unidade compreende uma área de 210 mil m², sendo 38 mil m² de área construída inicialmente. A fábrica é construída no conceito de planta verde e está em processo de obtenção da certificação LEED fornecida pelo Green Building Council Brasil

.
O terreno foi escolhido em função da proximidade com o comércio e serviço para incentivar os funcionários a deslocarem-se a pé, de bicicletas ou transporte público. A arquitetura foi pensada para diminuir as temperaturas da unidade, que também recebe iluminação natural, reduzindo o gasto de energia. A empresa ainda adotou um plano de controle de poluição da obra e implantou um sistema de uso eficiente de água e redução de uso de água potável. Outra iniciativa foi a utilização de materiais locais na construção, diminuindo a distância do transporte e, consequentemente, a liberação de CO2 na atmosfera.
A fábrica da Conviver Bebidas e Alimentos recebeu um investimento de R$ 90 milhões. A empresa do Sistema Empresarial Constâncio Vieira é uma franquia da Coca-Cola responsável por produzir, engarrafar e distribuir os produtos para Sergipe, Alagoas e parte da Bahia. A unidade aumentará a capacidade de produção em mais de 40% na primeira fase e expandirá ao longo dos próximos cinco anos, tendo capacidade inclusive para abastecer outros mercados do nordeste.
do portal exame

RANKING BENCHMARKING, 08 ANOS SELECIONANDO AS MELHORES PRÁTICAS PRÓ-SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE, COMPARTILHAR PARA CRESCER
Com esta meta, além do Banco de Boas Práticas, este rico acervo alimenta publicações e eventos técnicos. Desde o inicio, os cases Benchmarking fazem parte da grade dos encontros técnicos GMGA (Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental), e a partir de 2008, estão presente no Benchmarking Internacional da FIBoPS – Feira Internacional para o Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais que já promove o intercâmbio dos cases brasileiros com cases de outros. Já tivemos o intercâmbio do Brasil com outros 12 países nas edições 2008 e 2009.
O acervo Benchmarking é também compartilhado em diversas publicações. Em 2007, foi lançado o Livro BenchMais, as 85 melhores práticas da gestão socioambiental do Brasil (*), correspondente as quatro primeiras edições do Programa; em 2008 foram lançados o Guia das Boas Práticas com periodicidade anual, e a Revista Benchmarking com periodicidade quadrimestral. Em 2009, foi lançado o Boletim MAIS SUSTENTÁVEL com periodicidade bimestral.
Mais de 60 mil profissionais, especialistas e lideranças já tiveram contato com as praticas selecionadas pelo Programa

RECONHECIMENTO E PARTICIPAÇÃO INTERNACIONAL

A metodologia de seleção e definição do Ranking Benchmarking determina que a comissão técnica seja multidisciplinar e representante de segmentos significativos e respeitados, renovados anualmente.

Dentro deste contexto, os mais atualizados especialistas ligados a reconhecidas instituições integram a comissão que avalia o case inscrito sem ter acesso ao nome da empresa para assegurar total imparcialidade e credibilidade. Já integraram a comissão técnica do Programa Benchmarking mais de 80 especialistas de diversos países e continentes.

A comissão técnica 2010 congrega participações de especialistas de 06 países: Brasil, USA, Escócia, Portugal, Alemanha e Inglaterra. Veja abaixo depoimento de alguns de seus integrantes:

“O importante trabalho do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro ajuda empresas a encontrar seu caminho certo em um futuro sustentável. Aqui você pode encontrar as melhores práticas em termo de responsabilidade socioambiental que podem inspirar as mudanças na sua organização. O bom exemplo da sua empresa pode inspirar outros”, segundo Heiko Spitzeck, Professor da Universidade de Cranfield Doughty do Centro de Responsabilidade Corporativa, Reino Unido.

Já para Michel H. Magnocavallo, Diretor Executivo do Escritório de Projetos Mercosul em Frankfurt: “Acredito que a sustentabilidade está cada vez mais passando a ser compreendida como um fator com influência direta no resultado econômico de uma empresa. Ao mesmo tempo em que agradeço imensa e honradamente o convite para integrar esta comissão, aproveito a oportunidade para parabenizar o Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro pelo pioneirismo em proporcionar ao empresariado esta ferramenta ímpar de acesso às melhores práticas de gestão socioambiental.”

Inscrições até 30 de Maio
Para integrar o Ranking Benchmarking 2010 e ser reconhecido como uma instituição adotante e promotora das boas práticas pró-sustentabilidade é necessário inscrição até 30/05/2010. Informações, regulamento e inscrições no site http://www.benchmarkingbrasil.com.br/

São Paulo, 12 de Abril de 2010

Kathellym Santos
Email: kat@maisprojetos.com.br
Hot Site: http://www.benchmarkingbrasil.com.br/
Hot Site: http://www.fibops.com.br/

Fones/Fax: 55 11 3729-9005/ 3257-9660

Benchmarking é uma ferramenta de gestão que busca as melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. Seu propósito é estimular e facilitar as mudanças organizacionais e a melhoria de desempenho das organizações através de um processo de aprendizado. (wikipedia)

(*) O Livro BenchMais foi lançado em associação com o Instituto Envolverde e Ruschell&Associados em 2007.

Inscrições até 31/05/10


Curitiba é eleita a cidade mais sustentável do mundo

Capital paranaense foi escolhida por unanimidade, entre concorrentes da Europa, Ásia e Oceania

Valterci Santos / Gazeta do Povo / Felippe Aníba/gazeta do Povo/PR

Curitiba desbancou outras cidades da Europa, Ásia e Oceania, e conquistou o prêmio Globe Award Sustainable City, que todo ano elege a cidade mais sustentável do mundo. Organizado pelo Globe Fórum, da Suécia, o prêmio será entregue oficialmente no dia 29 de abril, em cerimônia na cidade sueca de Estocolmo. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.

O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).


O juri – que por unanimidade apontou Curitiba como vencedora – avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award, segundo divulgado em nota pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Em nota oficial, o júri elogiou a “abordagem holística” com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade, “numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”.

Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.

O presidente do instituto Ideia Ambiental, Fernando Ramos, espera que o prêmio ajude a ampliar o debate sobre a sustentabilidade em Curitiba. Ele apontou a coleta eficiente de lixo e a arborização urbana como pontos positivos.

Para Ramos, a capital paranaense é uma das cidades mais sustentáveis do país, mas está longe de estar no topo do ranking mundial. “É preciso resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos. Além disso, a preservação dos rios também é um ponto que preocupa”, avaliou.

O presidente da ONG Mater Natura, Paulo Aparecido Pizzi, parabenizou Curitiba pela conquista e ressaltou que a sustentabilidade da capital paranaense é fruto de uma política histórica no município, conquistada pelo trabalho contínuo de décadas. Ele destacou também a eficácia da estratégia da cidade em disseminar as práticas sustentáveis adotadas pelo município.

Pizzi, no entanto, alerta que é preciso melhorar alguns problemas tidos como estruturais, especialmente no que se refere à qualidade da água. Ele aponta que Curitiba ainda apresenta baixa taxa de saneamento e esgotos ambientais, e que é preciso ampliar a fiscalização a empresas e a agricultores.

AS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE (SEGUNDA E ULTIMA PARTE)

As condições que permitem alcançar um desenvolvimento sustentável requerem acordos que incluam os atores sociais, políticos e a agenda pública do Estado.(11)
Seria muito difícil encontra um segmento que estivesse contra o desenvolvimento sustentável. Então é necessário perguntar quais segmentos sociais que promovem o desenvolvimento sustentável? Hoje convivemos com realidades que contrapõem-se. Por um lado, os atores sociais concordam que o estilo atual esgotou-se e é decididamente insustentável, não só do ponto de vista econômico e ambiental, mas principalmente, no que se refere a justiça social.(12)

Por outro lado não se adotam as medidas requeridas para a transformação das instituições que deram sustento ao estilo de vida atual.

O conceito de sustentabilidade suporia uma restrição ao processo econômico, sem afrontar, todavia, os processos institucionais e políticos que regulam a propriedade, controle, acesso e uso dos recursos naturais.

A crescente importância dada aos critérios de consumo e de produção sustentável é um objetivo que os países alcançaram quando começarem a reconhecer que sustentabilidade demanda um enfoque estratégico de longo prazo para transformar as causas que provocam problemas ambientais.

Em relação ao tema dos padrões de consumo é possível assinalar que estão ligados por uma rede de atores e mecanismos que podem ser sintetizados em: o preço dos bens e serviços, as características da infra estrutura (moradia energia, transportes), os pressupostos individuais e empresariais, o perfil de atividade dos indivíduos e das empresa e as alternativas para os modos de vida.

Os diferentes níveis de influência e os vínculos de inter dependência dentro dessas redes destacam aspectos condicionantes que os governos devem considerar para operar as trocas sustentáveis(13).

A DIMENSÃO ECONOMICA

O debate economia/meio ambiente é um dos que tem suscitado polemicas mais árduas nos termos de sua relação com a sustentabilidade. Tem-se assinalado com razão que a ciência econômica não tem uma resposta convincente à crítica ecológica.

A economia falha ao avaliar a riqueza global das nações, seus recursos naturais e especialmente os preços das matérias primas.

Por exemplo, se nos referimos ao preço dos recursos esgotáveis, é evidente que sua avaliação sempre é menos que a real em termos de sua preservação para as futuras gerações.

Também é possível questionar-se se o preço que as indústrias tem que pagar por inserir resíduos não reciclados ao ambiente, tampouco seja o racional.

Então, quais serão os preços adequados. Aqui se incorpora usualmente a noção de externalidades como os aspectos ambientais que não tem avaliação quantitativa na contabilidade ou no processo de produção.

Daí a importância de valorizar os recursos por seu custo de reposição e construir com eles, por exemplo, contas do patrimônio natural saber quais e quanto temos, como poderíamos usar em diferentes alternativas e quanto corresponde em cada caso.

Para desenvolver o tema da dimensão econômica da sustentabilidade pode-se fazer a pergunta: é possível conciliar sustentabilidade com a economia de mercado? (14)

Esta questão requer um debate em que se deve admitir como modelo econômico sustentável desde o ponto de vista ambiental, aquele que se adéqua ao ciclo biogeoquímico da matéria, e permite, assim perpetuar no tempo. Existe uma série de acordos, que ao estabelecer determinadas metas ambientais de maneira a influir nas formas, produtos e subprodutos das atividades econômicas.

Existem ainda normas que destinam-se a pautar na melhora ambienta da atividade de uma empresa, mas cuja aceitação e desenvolvimento são plenamente voluntários (normas ISSO 14000).

Em outra escala existem procedimentos de avaliação dos impactos ambientais gerados por um projeto ou atividade. Outra pergunta é forçosa se fazer: é possível haver sustentabilidade entre a relação que mantém a economia atualmente e o meio ambiente, sem trocar o modelo econômico?

O modelo econômico atual baseia-se na busca incessante do lucro, pela redução de custos e na prevalência do interesse privado em detrimento do coletivo.

O dono dos recursos naturais tem direito de explorá-los da forma que mais convenha a seus interesses e decidir como tirar deles o maior proveito. Visto deste ângulo, as administrações parecem acreditar que isso seja possível realizando atividades sustentáveis, seja implantando melhoras tecnológicas seja impçantado normas que melhorem a imagem da empresa.

Entretanto, o caminho percorrido neste sentido só tem produzido melhoras parciais e o modelo econômico segue sendo insustentável. (15)

A DIMENSÃO CULTURAL

A evolução da sociedade a partir de produção e consumo sustentáveis implica numa mudança no modelo de civilização hoje dominante, particularmente no que se refere aos padrões culturais da relação sociedade/natureza.

“A adequada compreensão das crises supõe o reconhecimento deque esta se refere ao esgotamento de um modelo de desenvolvimento ecologicamente predador, socialmente perverso, politicamente injusto, culturalmente alienado e eticamente repulsivo. O que está em jogo é a superação dos paradigmas da modernidade tem estado orientando o processo de desenvolvimento. Neste sentido, tomara que a modernidade emergente no Terceiro Milênio seja a “modernidade da sustentabilidade”, onde ser humano volte a ser parte da natureza”(16).

A sustentabilidade não só deveria promover a produtividade na base dos recursos e na integridade dos sistemas ecológicos, mas também nos padrões culturais e na diversidade cultural dos povos

Atualmente a principal causa da insustentabilidae possui uma dimensão cultural, ligada à cosmovisão, à forma de se ver o mundo. A partir desta perspectiva, a cultura ocidental contemporânea é insustentável. Sua relação com o que lhe cerca, fundamenta-se na idéia da apropriação da natureza, como uma fonte inesgotável de recursos.

A sustentabilidade cultural compreende uma situação de equidade, que permite que os membros de uma comunidade do país tenha igual acesso às oportunidades de educação e aprendizagem de valores em conformidade com um mundo crescentemente multicultural e multilíngüe e de uma noção de respeito e solidariedade em relação a seus modos de vida e forma de relação com a natureza.

A DIMENSÃO GEOGRÁFICA

O “Informe sobre os Recursos Mundiais – 1.992” elaborado pelo PNUD, enfoca o desenvolvimento sustentável como um processo que requer um progresso simultâneo global nas diversas dimensões: econômica, humana, ambiental e tecnológica.

Como se vê, inicialmente se encarava a dimensão geográfica em seu significado especificamente territorial, pois o ambiental estaria explicitado.

Se tem-se em conta a dimensão geográfica da sustentabilidade, adverte-se que ter-se-á diferentes interpretações para uma aldeia africana, uma aglomeração latino-americana ou uma nação industrializada européia. Talvez a sustentabilidade seja mais relevante para um estado industrial, pela deterioração, que é ostensiva, enquanto que não seja “consciente” para uma aldeia africana, embora tenha sido praticada por culturas pré-colombianas.

A dimensão geográfica, também chamada territorial, da sustentabilidade constitui um dos principais desafios das políticas públicas contemporâneas – de ordenamento e planejamento ambiental – que requer territorializar a sustentabilidade ambiental e social do desenvolvimento e por sua vez tornar sustentável o desenvolvimento das regiões, que dizer, garantir que as atividades produtivas das distintas Economias regionais promovam a qualidade de vida da população e protejam o patrimônio natural para resguardá-lo para as gerações futuras (17).

A afirmação do Informe sobre recursos naturais de que não existem exemplos de desenvolvimento sustentável a nível nacional e que nem os países industriais, nem as economias emergentes, por exemplo, da Ásia, oferecem modelos adequados, se sustenta que haja sido pouco considerada sua dimensão geográfica em termos de ordenação territorial. Então, pergunta-se: qual é a viabilidade para o desenvolvimento sustentável nos países latino-americanos, p.ex., frente às políticas macroeconômicas de altíssimos impactos ambientais e territoriais negativos?

O modo de equilibrar o atual modelo de “subdesenvolvimento insustentável” (18) é mediante a inserção da dimensão ambiental e da dimensão geográfica na política, aspectos irrelevantes nos países latino-americanos, nos quais difunde-se um discurso ambiental, mas não uma verdadeira política ambiental.

A dimensão geográfica da sustentabilidade implica no progresso harmônico dos distintos sistemas espaciais/ambientais, atenuando as disparidades e disfuncionalidades do território, além de promover suas potencialidades e limitar as vulnerabilidades.

A dimensão territorial na ação e gestão governamental constitui uma visão global do desenvolvimento, um corte horizontal na integração dos diferentes setores e níveis governamentais.

“O objetivo final da ordenação territorial é conquistar uma relação harmônica entre o meio ambiente e os aglomerados urbanos com o propósito de diminuir as desigualdades regionais e conquistar um desenvolvimento socialmente equilibrado, respeitando a natureza”(19).

Para atingir este objetivo é necessário pensar que a relação homem/ambiente não se define através de generalizações macro, sem uma escala de importância imediata de vida. É a escala local e sua integração em escala regional, um princípio de organização fundamental, que requer autonomia de decisões.

A defesa dos grupos indígenas e rurais contra as indústrias extrativas, as hidrelétricas, o desmatamento comercial, o reflorestamento, a resistência de entidades não-governamentais genuínas é parte da defesa da identidade dos povos. A semelhança estrutural de muitos conflitos ecológicos ao redor do mundo em culturas muito diferentes, também o sentido que o conceito de justiça ambiental não só nos EUA, como no Brasil e na África do Sul, tendo-se em conta a dimensão geográfica da sustentabilidade, pode-se afirmar que os conflitos ecológico/distributivos não devem ser vistos como expressões da identidade.

Ao contrário, a identidade étnica ou social é uma das linguagens com que se apresentam os conflitos ecológico/distributivos, que nascem do uso cada vez maior que a economia faz do ambiente natural, do qual todos dependemos para viver, em detrimento da dimensão geográfica da sustentabilidade.(20)

A DIMENSÃO POLÍTICA

Esta resume-se a nível micro à democratização da sociedade e a nível macro à democratização do Estado. O primeiro objetivo supõe o fortalecimento da capacidade das organizações sociais e comunitárias, o acesso à informação de todos os cidadãos em termos ambientais e a capacitação para a tomada de decisões.

O segundo se consegue através do controle do Estado pelos cidadãos e a incorporação do conceito de responsabilidade política na atividade pública. Ambos os processos constituem-se desafios essencialmente políticos, os quais só poderão ser enfrentados através da construção de alianças entre os diferentes grupos sociais de modo a dar a base de sustentação e de consenso para a mudança no estilo de vida que a sustentabilidade exige.

Também requer firmeza de propósitos dos organismos internacionais que influência na sustentabilidade através de seus fundos para o desenvolvimento, questão um tanto complexa.

Pressuposto: a dimensão educativa da sustentabilidade. O conceito de educação ambiental é dinâmico, vale dizer, modifica-se junto com o meio ambiente e também segundo a percepção dos diferentes entes sociais e o contextos diversos.

Tradicionalmente trabalham-se os aspectos naturais do meio a partir de paradigmas próximos às ciências naturais. Posteriormente percebeu-se a necessidade de incluir de forma explícita ao meio ambiente nos processos educativos, mas a atenção centrou-se em questões como a conservação dos recursos naturais, a proteção da fauna, da flora etc.

Atualmente se reconhece que tanto os elementos físicos naturais constituem o sustento do meio ambiente; também as dimensões sócio-culturais, políticas e econômicas são fundamentais para entender as relações que a humanidade estabelece com o meio para melhor gerir os recursos naturais. Também tomou-se consciência da interdependência existente entre o meio ambiente, o desenvolvimento e a educação.

É essa consciência que leva a exigir a reorientação da educação ambiental de modo que, além da preocupação pelo uso racional dos recursos, floresça o interesse pela partilha dos mesmos, e modifiquem-se os modelos de desenvolvimento, que orientam a sua utilização.

A dimensão educativa da sustentabilidade é uma resposta afirmativa que se considera transversal a toda educação e que representa um novo paradigma e que representa um novo ângulo de inovação cultural.

A educação ambiental é um processo de tomada de consciência e de ações sociais sobre os problemas ambientais e alternativas para a sua solução. Esta definição socialmente reconhecida pela população em geral, por quem participa em prol do meio ambiente, pelos profissionais, experts e pelos educadores, revela uma distância notável entre o discurso e a prática.

A praxe em termos da dimensão educativa da sustentabilidade, parece não coincidir com as ações conhecidas, senão não haveria evidentes contrastes entre os resultados econômicos promissores e o indicadores que apontam a ameaça que nos pesa, mercê do consumismo desenfreado e a pobreza, raiz dos problemas ambientais.

O saber no campo ambiental (21) é interdisciplinar e reuniu um acervo teórico de grande amplitude. Este saber não é um âmbito novo do conhecimento ou uma nova disciplina, mas um campo do conhecimento para o qual convergem conceitos e metodologias de diversas ciências que tratam os sistemas ambientais complexos, que funcionam como conjuntos de interação entre as distintas facetas da Terra e o homem.

Em síntese a dimensão educativa da sustentabilidade é a chave para entender-se as relações existentes entre os sistemas naturais e sociais, bem como para conseguir uma percepção mais clara da importância dos fatores sócio-culturais na origem dos problemas ambientais.

Esta linha deve impulsionar a aquisição da consciência dos valores e comportamentos que favoreçam a participação efetiva da população na tomada das decisões.

A educação ambiental assim entendida pode e deve ser uma chave estratégica que incida no modelo de desenvolvimento, estabelecido para reorientá-lo para a sustentabilidade e para a equidade.

O fundamento político da sustentabilidade encontra-se estreitamente ligado aos processos de democratização e da construção da cidadania e busca garantir a incorporação plena das pessoas aos benefícios da sustentabilidade.

de Ecoportal

Notas

1 Licenciada y Doctoranda en Geografía de la Universidad del Salvador. http://geoperspectivas.blogspot.com
2 Declaración de Estocolmo sobre el medio ambiente humano (1972)
http://www.cedhj.org.mx/cedhj/legal/declaraciones/decla11.pdf
3 UNIÓN INTERNACIONAL PARA LA CONSERVACIÓN. (1980) Estrategia Mundial para la Conservación: La Conservación de los recursos vivos para el logro de un desarrollo sostenido. Gland. UICN. Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente y el Fondo Mundial para la Naturaleza.
4 CANO, Marcel. CRUZ, Ivonne. La Sostenibilidad, un recorrido histórico. http://portalsostenibilidad.upc.edu/so.php?menutop=2
5 Este concepto de sustentabilidad se plasmó en el Manifiesto para la Sustentabilidad que surgió del Simposio sobre Ética y Desarrollo Sustentable, celebrado en Bogotá, Colombia, los días 2-4 de Mayo de 2002.
6 DURAN, D. LARA, A. (2002) Convivir en la Tierra. Fundación Educambiente. Buenos Aires. Lugar Editorial.
7 http://www.eurosur.org/futuro/fut53.htm
8 Adaptado de GUIMARÃES, Roberto P. (1998) La ética de la sustentabilidad y la formulación de políticas de desarrollo. Ambiente & Sociedade, N° 2, 1998 primer semestre, 5-24. Campinas, Brasil.
9 GUIMARÃES, Roberto P. (1998) Óp. Cit.
10 Adaptado de GUIMARÃES, Roberto P. (1998) Óp. Cit.
11 RODRIGUEZ, Isabel y GOVEA, Héctor. (2006) El discurso del desarrollo sustentable en América Latina. Revista Venezolana de Economía y Ciencias Sociales., vol.12, no.2.
12 Adaptado de GUIMARÃES, Roberto P. (1998) Óp. Cit.
13 DURÁN, Diana, et. al. (2001). Geografía Mundial. Buenos Aires. Troquel.
14 VALDÉS, Javier. (2004) ¿Es posible la sostenibilidad ambiental con la economía de mercado? http://www.rebelion.org/noticias/2004/10/6111.pdf
15 VALDÉS, Javier. (2006) Óp. Cit.
16 GUIMARÃES, Roberto P. (1998) La ética de la sustentabilidad y la formulación de políticas de desarrollo. Campinas, Brasil. Ambiente & Sociedade, N° 2, 1998 primer semestre, 5-24.
17 Adaptado de GUIMARÃES, Roberto P. (2006) Óp. Cit.
18 DI PACE, et al, (1992) Las utopías del medio ambiente. Buenos Aires. Centro Editor de América Latina.
19 DURÁN, D. LUKEZ, B. (2008). Geografía de la Argentina. Buenos Aires. Troquel.
20 Adaptado de MARTÍNEZ-ALIER, Joan. (2006) Los conflictos ecológico-distributivos y los indicadores de sustentabilidad. Polis. Revista Universidad Bolivariana. Año Vol.5. Nº 3. Santiago de Chile.
21 LEFF, Enrique (1994) Ciencias sociales y formación ambiental. Barcelona. Gedisa

Tradução e adaptação de Luiz Bosco Sardinha Machado

LO IMPORTANTE ES EL DESAROLLO SUSTENTABLE

Gerardo Honty

La cumbre de Copenhague fue el mayor fracaso en la historia de las negociaciones climáticas. Las Conferencias de las Partes que se suceden año a año desde 1995, suelen dar escasos resultados y avanzan muy lentamente. Sin embargo, avanzan. O avanzaban. La reunión de Copenhague, por primera vez en los 18 años de vida de la Convención, fue para atrás. Tiró por la borda cuatro años de negociaciones y produjo un acuerdo cocinado entre bambalinas a espaldas de las Partes.

Mientras las evidencias muestran el deterioro de la naturaleza provocado por el cambio climático y la comunidad científica reclama una urgente y drástica disminución de las emisiones de gases de efecto invernadero, los países reunidos en Copenhague apenas pudieron lograr un acuerdo insuficiente, firmado a medias y que aún no se sabe qué estatus jurídico tendrá (más información aquí…).

El planeta ya está viviendo los efectos del cambio climático. Los glaciares se derriten, la Antártida se está fragmentando en pedazos que flotan a la deriva, los océanos se acidifican por el calor, el mar sube, la tierra se seca, las enfermedades se expanden, se multiplican las inundaciones y hay ciclones en el Atlántico Sur. En el año 2003, unos 35.000 europeos murieron a causa de una ola de calor, mientras la Organización Mundial de la Salud afirma que el cambio climático causa 150.000 muertes por año. Pero nada de esto es importante. Lo importante es que la economía no decaiga, que las finanzas no se descarrilen y que prosiga el desarrollo sustentable.

Para detener el desastre climático, los países industrializados se comprometieron en el Acuerdo de Copenhague (al que ya se adhirieron alrededor de cien países) a reducir sus emisiones entre 11% y 18%. Según las estimaciones conocidas esta medida llevará la temperatura media del planeta, de los 14º C que hoy le conocemos a 18º C. Con estas temperaturas, para la segunda mitad de este siglo el Ártico ya no tendrá hielo en los veranos, La Paz, Santiago y Lima no tendrán agua y el 80% de la Amazonia se habrá perdido. Con 4 grados de aumento de temperatura, las fértiles praderas de Australia ya no serán aptas para producir alimentos, ochenta millones de africanos serán amenazados por la malaria, la mitad de la población mundial tendrá escasez de agua y el 60% de los mamíferos estarán en riesgo de extinción (vea reporte aquí…).

Después de Copenhague el Secretario Ejecutivo de la Convención renunció, la Comisaria para el Ambiente de Europa dijo que hay que revisar las metas a la baja y en el Congreso norteamericano cada vez hay menos voluntades para firmar la ley que obliga a reducir emisiones. En China, la opinión pública cree que Naciones Unidas no es quién para imponerle trabas a su desarrollo y en Estados Unidos, dice Gallup, la opinión pública cree que lo del cambio climático está siendo exagerado. (La encuesta no aclara si fueron consultados los evacuados de Nueva Orleans). Para los ciudadanos de China y de Estados Unidos (primer y segundo emisor del mundo) lo más importante es que prosiga el desarrollo sustentable.

Cada año la humanidad arroja 26 mil millones de toneladas de CO2 a la atmósfera, solamente por la combustión de hidrocarburos (vea reporte aquí…). Los gases se acumulan y se mantienen en la atmósfera por centenas de años aumentando el potencial de calentamiento de la atmósfera. Cada año que pasa la situación se hace más grave y es más costoso revertirla. El Panel de Cambio Climático ha adelantado que los cambios deben hacerse en la próxima década y que el “pico” de las emisiones debería ser antes del 2015. No obstante los delegados en Naciones Unidas no lograron un acuerdo y ya están anunciando que tampoco se alcanzará en México en el 2010 y que quizá se logre en Sudáfrica en 2011. Importantes negociadores de China, México y la Unión Europea, además del Secretario de la Convención, Yvo de Boer, han adelantado esta opinión. El problema es que nadie quiere reducir las emisiones porque estas son necesarias para el desarrollo y –como se sabe- lo más importante es que no se detenga el desarrollo sustentable.

A este paso es muy probable que el desarrollo no se detenga. De lo que quedan cada vez menos dudas, es que la sustentabilidad inevitablemente se detendrá.

Gerardo Honty es investigador en CLAES. Marzo de 2010.

AS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE

Por Diana Duran

O conceito de sustentabilidade funda-se no reconhecimento dos limites e potenciais da natureza, assim como a complexidade ambiental, inspirando uma nova compreensão do mundo para enfrentar os desafios da humanidade no terceiro milênio. O conceito de sustentabilidade promove uma nova aliança natureza-cultura criando uma nova idéia de economia, reorientando os potenciais da ciência e da tecnologia, e construindo uma nova cultura política fundada numa ética da sustentabilidade – em valores, crenças, sentimentos e saberes – que renovam o sentido da existência, a forma de vida e de habitar o planeta Terra.

A SUSTENTABILIDADE NO ASPECTO TEMPORAL

A aparição e difusão do termo desenvolvimento sustentável acompanha o processo de conscientização ambienta da população do globo.
Inicialmente, este conceito relacionava-se – ainda que com contradições – com o crescimento econômico, pois não se considerava em profundidade, os objetivos de manutenção das bases naturais do ambiente e os processos de deterioração dos recursos naturais nas escalas geográficas distintas.
Recentemente desde o final dos anos 60 e começo dos setenta, que a crise ambiental do planeta começa a ser considerada no âmbito dos governos dos povos em geral.
O debate sobre o meio ambiente desenvolveu-se neste momento e revelou que os problemas ambientais manifestam-se de maneira distinta segundo se trate de países desenvolvidos e em desenvolvimento. A grosso modo, pode-se dizer que, os primeiros sobre-utilizam os recursos naturais, enquanto que os segundos subutilizam; se bem que na atual era da globalização, os país desenvolvidos esgotam também os recursos dos países em desenvolvimento, através da apertura do comércio internacional, dos mecanismos de troca e do peso imposto pela dívida externa.
Definitivamente, os países desenvolvidos deram origem aos problemas ambientais, que foram “exportados” para as áreas de concentração urbano-industrial dos países em desenvolvimento.
A noção moderna de desenvolvimento sustentável teve sua origem no debate iniciado em 1.972 em Estocolmo (2) e consolidou-se vinte anos mais tarde no Rio de Janeiro (na Eco-Rio).
O termo desenvolvimento sustentável aparece com a Estratégia Mundial de Preservação (3) de 1.980, que foi a abordagem mais conhecida do problema das inter-relações entre a natureza e a sociedade. Apesar da variedade de interpretações existentes no discurso político e nos debates acadêmicos, adotou-se internacionalmente, a definição sugerida pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, então presidida pela Primeira Ministra da Noruega, Gro Brundtland em 1.987.
A definição mais repetida e difundida sobre o conceito é a de que: desenvolvimento sustentável é aquele que “é capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das futuras gerações para satisfazer suas próprias necessidades” (CMMAD,1.992).
Esta definição de sustentabilidade inclui duas idéias-chave:
– A necessidade de considerar as gerações presentes e futuras na mesma conceitualização; e
– a “limitação” imposta ao ambiente pelo estado da tecnologia e a organização social em cada contexto histórico/geográfico.
Na realidade, o discurso sobre a sustentabilidade foi uma resposta aos que defendiam o crescimento sem limites, que desde os anos ’70 vinha propondo a inexorável pressão do crescimento econômico sobre a natureza.
Frente a esta visão catastrófica, o enfoque da sustentabilidade é mais flexível, ao assinalar que os danos ecológicos ocorrem diariamente de uma maneira gradual e em taxas ou limites ambientais variáveis.
Um resultado institucional importante do CNUMAD foi a criação da Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável (CDS) em dezembro de 1.992 para assegurar o prosseguimento efetivo do CNUMAD e para controlar e informar sobre a execução dos acordos da Conferência da Terra em escala local, regional, nacional e internacional.
A Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável realizada em Johanesburgo em 2.002 marca o fim deste ciclo centrando-se no multilateralismo como uma estratégia-chave para o cumprimento e a aplicação do desenvolvimento sustentável. Assim, estas Conferências serviram como plataforma para incorporar a idéia de desenvolvimento sustentável nos planos de ação local, regional e global (4).

CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE


Nesta quadra adotaremos uma conceituação de sustentabilidade vista de modo prático, para melhor compreensão de sua complexidade e tendo em vista à necessidade de superar certas noções relacionadas com o crescimento econômico baseadas no neo-liberalismo.
O conceito de sustentabilidades funda-se no reconhecimento dos limites e potenciais da natureza, assim como na complexidade ambiental, inspirando uma nova compreensão do mundo para enfrentar os desafios que a humanidade terá no 3º. Milênio. O conceito de sustentabilidade promove uma nova aliança natureza/cultura fundando uma nova Economia, reorientando os potenciais da ciência e da tecnologia e construindo uma nova cultura política em uma ética da sustentabilidade – em valores, crenças, sentimentos e saberes – que renovam os sentidos existenciais, as formas de vida e de habitar o planeta Terra. (5)

A SUSTENTABILIDADE APRESENTA DIVERSAS DIMENSÕES DADA A SUA COMPLEXIDADE

Para definir completamente a sustentabilidade é necessário considerar todas as suas dimensões de maneira articulada, caso contrário pode-se cair em simplificações inconvenientes.
Desta forma, neste módulo estaremos apresentando entre outras dimensões:
– A sustentabilidade ecológica ou ambiental que exige que o desenvolvimento seja compatível com a preservação dos processos ecológicos, a diversidade biológica e a base dos recursos naturais;
– A sustentabilidade social que requer que o desenvolvimento tenha por fim fortalecer a identidade das comunidades e conseguir o equilíbrio demográfico e a erradicação da pobreza;
– A sustentabilidade econômica que exige um desenvolvimento economicamente eficiente e equitativo dentro e entre as gerações presentes e futuras.
– A sustentabilidade geográfica, que requer a avaliação da dimensão territorial dos diferentes ambientes. Trata-se de uma nova perspectiva, já que existe nos foros internacionais sobre a importância e dimensões deste conceito; a realidade é que sua aplicação em escalas geográficas distintas ,especialmente local, regional e nacional é ainda muito incipiente. Além do que existe uma subavaliação da dimensão territorial, que pode trazer conseqüências negativas na planificação do desenvolvimento sustentável.
Ademais também se considera a sustentabilidade cultural, política e a dimensão educativa para completar o caráter complexo que abarca este conceito.

A DIMENSÃO ECOLÓGICA OU AMBIENTAL

A dimensão ecológica da sustentabilidade promove a proteção dos recursos naturais necessários para a segurança alimentar e energética e ao mesmo tempo, compreende a necessidade de expansão da produção para satisfazer a expansão da produção para satisfazer as populações em crescimento demográfico. Tenta-se assim, superar a dicotomia meio ambiente/desenvolvimento, aspecto não muito tranqüilo, haja vista os impactos ambientais dos modelos econômicos neoliberais vigentes no mundo contemporâneo.
A dimensão ecológica da sustentabilidade está condicionada à existência de recursos naturais e de serviços ambientais de um espaço geográfico. É preciso advertir que somente a abundância de recursos naturais não garante o caráter externo do desenvolvimento sustentável, como demonstra a circunstância de tantos países subdesenvolvidos que possuem uma grande quantidade de recursos hídricos, minerais e energéticos; não dúvida que constituem o potencial básico do desenvolvimento territorial.
É fundamental incorporar a dimensão ecológica na tomada de decisões políticas e assim mesmo, é necessário examinar as conseqüências ambientais da apropriação dos recursos naturais que cada sociedade promove nas distintas etapas históricas.
A sustentabilidade ecológica se refere à relação da capacidade de carga dos ecosistemas em absorver e recompor-se das influências externas.
A capacidade de carga é o número máximo de pessoas que os recursos de um território suporta e se define normalmente em relação à máxima população sustentável, ao mínimo imprescindível para a sobrevivência. O conceito de capacidade de carga permite avaliar os limites máximos de crescimento da população segundo diversos níveis tecnológicos (6).
Capacidade de carga pode ter também vários significados. Quando se trata de recursos renováveis (reservas de águas subterrâneas, árvores e vegetais diversos, peixes e outros animais) este conceito se refere ao rendimento Maximo que se pode obter indefinidamente sem por em perigo o capital futuro de cada recurso. Em caso de contaminação (derrame de líquidos e gases em rios, lagos, oceanos e na atmosfera) a capacidade de carga se refere às quantidades de produtos contaminantes que estes receptores podem absorver antes de serem irremediavelmente alterados (7)
Para o caso dos recursos naturais renováveis, a taxa de utilização deverá ser equivalente à taxa de recomposição do recurso. Para os recursos naturais não-renováveis, a taxa de utilização deve equivaler à taxa de substituição do recurso no processo produtivo, pelo período de tempo previsto para seu esgotamento (medido pelas reservas atuais e pela taxa de utilização). Se toma-se em conta que seu próprio caráter de “não renovável” impede um uso indefinidamente sustentável, há que se limitar o ritmo de utilização do recurso ao período estimado para a aparição de novos substitutos. Isto requer, entre outros aspectos, que as inversões realizadas para a exploração de recursos naturais não-renováveis, a fim de resultar sustentáveis, devem ser proporcionais às inversões destinadas à busca de substitutos, em particular os aportes em ciência e tecnologia (8).

A DIMENSÃO SOCIAL

É sabido que a origem dos problemas ambientais guarda uma relação estreita com o estilo de desenvolvimento das sociedades mais ou menos desenvolvidas.
Enquanto que nas desenvolvidas o consumo desenfreado provoca insustentabilidade, nas segundas a pobreza é a causa primeira da subutilização dos recursos naturais e da ausência de suprimento das necessidades básicas que dão lugar a problemas como o desmatamento, a contaminação e erosão do solo.
Devemos sempre ter em conta que a sustentabilidade social implica na promoção de um novo estilo de desenvolvimento que favoreça o acesso e o uso dos recursos naturais e na preservação da biodiversidade e que seja “socialmente sustentável na redução da pobreza e nas desigualdades sociais e promova a justiça e a equidade; que seja culturalmente sustentável na conservação do sistema de valores, práticas e símbolos de identidade que, a despeito de sua evolução e re-atualização permanentes, determinam a integração nacional através dos tempos; e que seja politicamente sustentável ao aprofundar a democracia e garantir o acesso e a participação de todos na tomada de decisões que afetem a todos. Este novo estilo de desenvolvimento tem como rumo uma nova ética de desenvolvimento na qual os objetivos econômicos do progresso estejam subordinados às leis de funcionamento dos sistemas naturais e aos critérios de respeito a dignidade humana e de melhoria da qualidade de vida das pessoas” (9). Em relação a estas apreciações de Guimarães, a dimensão aludida relaciona-se estreitamente, ademais com os aspectos culturais e políticos das sociedades.
Mas não só a sustentabilidade deverá promover mudanças qualitativas no bem-estar das sociedades e afiançar o equilíbrio ambiental planetário, sem que se considere a dimensão social em seu mais profundo sentido. Isto se compreende se expressa-se que é natural que um ser humano em situação de extrema pobreza, exclusão ou marginalidade, não pode ter um compromisso estreito com a sustentabilidade. Por exemplo, não se poderá pedir a quem não tenha lenha para calefação, que cortem de maneira desmedida as árvores ao redor de casa e consumam espécies selvagens e sobre-utilizem o solo para pastoreio do gado. Em sentido contrário em situação de riqueza, as populações tendem ao super-consumo e tampouco comprometem-se com a sustentabilidade, sendo que é notório nas grandes cidades, em que a “cultura dos shoppings”, a comida desperdiçada e farta, o gasto exagerado de energia e água é moeda corrente.
Em termos da relação entre estes dois extremos da sociedade, não há dúvida que a inserção privilegiada de uns – os ricos – no processo de acumulação e no acesso e uso dos recursos e serviços da natureza lhes permite transferiria a outros – os pobres – os custos sociais e ambientais da insustentabilidade a setores dependentes ou excluídos. Isto acontece principalmente nos países periférico, com graves problemas de pobreza, desigualdade e exclusão, que os fundamentos sociais da sustentabilidade supõe defender como critérios básicos de política pública os de justiça distributiva, no caso de bens e de serviços e os da universalização da cobertura, para as políticas globais de educação, saúde, moradias e seguridade social (10).
Guimarães também se reporta ao conceito de atores sociais da sustentabilidade ao referir-se aos componentes básicos da sustentabilidade, como sendo a provisão do estoque de recursos e a qualidade ambiental para a satifação das necessidades básicas das populações. A partir deste ponto de vista é necessário considerar as gerações atuais e futuras, que estão fora do contexto, já que respondem à a destinação de recursos no curto e longo prazo.
O mesmo se aplica com maior razão, ao tipo específico de escassez atual. Se a escassez de recurso naturais pode, ainda que imperfeitamente, ser afrontada com o mercado, elementos como o equilíbrio climático, a camada de ozônio, a biodiversidade e a capacidade de recuperação do ecossistema transcendem à ação do mercado.
No gráfico seguinte, encontra-se a inclusão dos atores sociais no contexto de suas interações com os distintos componentes do Estado.

FIM DA PRIMEIRA PARTE
Tradução e adaptação de Luiz Bosco Sardinha Machado
……….

VISION 2.050: POR UMA AGENDA DE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

Agencia Ambiente Energia

O World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) divulgou, no mês de fevereiro, o relatório Vision 2050, estudo que traça um caminho para combinar qualidade de vida da população global, estimada em cerca de nove bilhões de pessoas, e os limites dos recursos do planeta em 2050. Com assinatura de 29 empresas líderes mundiais de 14 segmentos de mercado, o documento foi lançado durante o Fórum de CEOs, em Nova Delhi, na Índia.

A publicação mostra novas oportunidades para as empresas, com a previsão de levar para as suas sociedades uma agenda de desenvolvimento de negócios sustentáveis.

A lista de alternativas apontadas pelo relatório inclui a incorporação dos custos das externalidades, primeiramente com carbono, serviços ambientais e água na estrutura do mercado; duplicação da produção agrícola sem aumentar a quantidade de terra ou água utilizada; frear o desmatamento e aumentar os rendimentos provenientes de florestas plantadas; reduzir para metade as emissões mundiais de carbono (baseado em níveis de 2005) até 2050 por uma mudança para sistemas de energia de baixo carbono e melhoria da eficiência energética, e proporcionar o acesso universal à mobilidade de baixo carbono.

Resultado de um trabalho de 18 meses, a elaboração do documento envolveu um esforço conjunto de CEOs e especialista do mundo todo, além de conversas com mais de 200 empresas e agentes externos em cerca de 20 países.

No Brasil, aconteceu em julho de 2009 um workshop para colher a visão das empresas, tendo as presenças do chairman do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marcos Bicudo, e Björn Stingson, presidente do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

Capacitação de mulheres é chave para desenvolvimento sustentável

radio ONU

Vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, diz na abertura da 54ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher que ainda existe a necessidade de transformar promessas e palavras em ações concretas em várias áreas.

Asha-Rose Migiro Asha-Rose Migiro

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

Apesar dos progressos registrados nos últimos 15 anos no avanço da igualdade de gênero e capacitação das mulheres, ainda existe a necessidade de transformar promessas e palavras em ações concretas em várias áreas.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira, em Nova York, pela vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, durante a abertura da 54ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher.

Avanços

Ela ressaltou que muitos países conseguiram avanços em diversos setores, como a educação e adoção de leis, programas e políticas nacionais.

Migiro afirmou que um número crescente de pessoas compreende agora que a igualdade de gênero e capacitação de mulheres não é apenas um objetivo em si, mas a chave para um desenvolvimento sustentável, crescimento econômico, paz e segurança.

A sessão deste ano da Comissão sobre o Estatuto da Mulher marca o 15º aniversário da adoção da Declaração de Pequim.

Graça Samo, directora-executiva da rede moçambicana de ONGs, Fórum Mulher, disse à Rádio ONU, em Nova York, que o contexto da reunião atual é completamente diferente de Pequim.

“Estamos perante crises econômicas e financeiras. Quando fomos a Beijing não tínhamos o problema de terrorismo que hoje é uma questão da agenda global. Como é que vamos enfrentar esses problemas colocando como prioridade a agenda dos direitos das mulheres. A questão do acesso a financiamento é um outro problema importante”, afirmou.

Prioridade

O encontro de Nova York, que deve durar duas semanas, reúne representantes de governos, sociedade civil e setor privado.

Migiro disse que o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, apontou a igualdade de gênero e a capacitação das mulheres como áreas prioritárias de ação para o sistema das Nações Unidas.

……………..

World’s top firms cause $2.2tn of environmental damage, report estimates

Report for the UN into the activities of the world’s 3,000 biggest companies estimates one-third of profits would be lost if firms were forced to pay for use, loss and damage of environment

COP15 : Black clouds hover over the central Jakarta

Black clouds over the central business district, Jakarta. The report into the activities of the world’s 3,000 biggest public companies has estimated the cost of use, loss and damage of the environment.

Photograph: Jewel Samad/AFP/Getty Images

The cost of pollution and other damage to the natural environment caused by the world’s biggest companies would wipe out more than one-third of their profits if they were held financially accountable, a major unpublished study for the United Nations has found.

The report comes amid growing concern that no one is made to pay for most of the use, loss and damage of the environment, which is reaching crisis proportions in the form of pollution and the rapid loss of freshwater, fisheries and fertile soils.

Later this year, another huge UN study – dubbed the “Stern for nature” after the influential report on the economics of climate change by Sir Nicholas Stern – will attempt to put a price on such global environmental damage, and suggest ways to prevent it. The report, led by economist Pavan Sukhdev, is likely to argue for abolition of billions of dollars of subsidies to harmful industries like agriculture, energy and transport, tougher regulations and more taxes on companies that cause the damage.

Ahead of changes which would have a profound effect – not just on companies’ profits but also their customers and pension funds and other investors – the UN-backed Principles for Responsible Investment initiative and the United Nations Environment Programme jointly ordered a report into the activities of the 3,000 biggest public companies in the world, which includes household names from the UK’s FTSE 100 and other major stockmarkets.

The study, conducted by London-based consultancy Trucost and due to be published this summer, found the estimated combined damage was worth US$2.2 trillion (£1.4tn) in 2008 – a figure bigger than the national economies of all but seven countries in the world that year.

The figure equates to 6-7% of the companies’ combined turnover, or an average of one-third of their profits, though some businesses would be much harder hit than others.

“What we’re talking about is a completely new paradigm,” said Richard Mattison, Trucost’s chief operating officer and leader of the report team. “Externalities of this scale and nature pose a major risk to the global economy and markets are not fully aware of these risks, nor do they know how to deal with them.”

The biggest single impact on the $2.2tn estimate, accounting for more than half of the total, was emissions of greenhouse gases blamed for climate change. Other major “costs” were local air pollution such as particulates, and the damage caused by the over-use and pollution of freshwater.

The true figure is likely to be even higher because the $2.2tn does not include damage caused by household and government consumption of goods and services, such as energy used to power appliances or waste; the “social impacts” such as the migration of people driven out of affected areas, or the long-term effects of any damage other than that from climate change. The final report will also include a higher total estimate which includes those long-term effects of problems such as toxic waste.

Trucost did not want to comment before the final report on which sectors incurred the highest “costs” of environmental damage, but they are likely to include power companies and heavy energy users like aluminium producers because of the greenhouse gases that result from burning fossil fuels. Heavy water users like food, drink and clothing companies are also likely to feature high up on the list.

Sukhdev said the heads of the major companies at this year’s annual economic summit in Davos, Switzerland, were increasingly concerned about the impact on their business if they were stopped or forced to pay for the damage.

“It can make the difference between profit and loss,” Sukhdev told the annual Earthwatch Oxford lecture last week. “That sense of foreboding is there with many, many [chief executives], and that potential is a good thing because it leads to solutions.”

The aim of the study is to encourage and help investors lobby companies to reduce their environmental impact before concerned governments act to restrict them through taxes or regulations, said Mattison.

“It’s going to be a significant proportion of a lot of companies’ profit margins,” Mattison told the Guardian. “Whether they actually have to pay for these costs will be determined by the appetite for policy makers to enforce the ‘polluter pays’ principle. We should be seeking ways to fix the system, rather than waiting for the economy to adapt. Continued inefficient use of natural resources will cause significant impacts on [national economies] overall, and a massive problem for governments to fix.”

Another major concern is the risk that companies simply run out of resources they need to operate, said Andrea Moffat, of the US-based investor lobby group Ceres, whose members include more than 80 funds with assets worth more than US$8tn. An example was the estimated loss of 20,000 jobs and $1bn last year for agricultural companies because of water shortages in California, said Moffat.

Environment_Costs_1902.gif Environment_Costs_1902.gif

Anúncios