Asssistimos nas últimas semanas a um dos mais importantes debates para o futuro do nosso país. A votação do novo Código Florestal, por si só, pode ser considerada um avanço. Afinal, as leis que tínhamos sobre o assunto formavam uma verdadeira colcha de retalhos, ora resvalando para a dubiedade e em outras oscilando entre o rigor excessivo, que desemboca no descumprimento, e a frouxidão, que incentiva a impunidade.
1159 Código Florestal
Diante disso, a clara definição de regras vai nos permitir projetar de maneira mais segura o futuro. É evidente que existem excessos, como é o caso da chamada emenda 164, que corre o risco de acobertar ilegalidades ao isentar de punição todo e qualquer tipo e porte de exploração.
Por outro lado, há inúmeros ganhos. O primeiro é a proteção da agricultura familiar dando a chance de sobrevivência no campo a milhões de produtores que de outra forma viriam a engrossar a legião de verdadeiros refugiados que durante décadas se formou nas periferias das grandes cidades.
Ganha a sociedade na medida em que cria formas de cadastrar e fiscalizar cada empreendimento produtivo, e aqui não estamos somente a falar de agricultura, embora esta esteja sob o foco, devemos nos lembrar também da mineração, da indústria e de todos os setores que ocupam o território nacional.

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