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ARTIGOS SELECIONADOS

Em conferência, Boaventura traz metáfora do sofrimento e exclusão dos povos

Informe Ensp

A linha “invisível” que separa o mundo em países desenvolvidos e subdesenvolvidos e evidencia as dominações econômicas, políticas e culturais, traduzidas por um lado na hierarquização dos saberes e, por outro, na negação da diversidade, ficou mais compreensível na manhã de terça-feira (27/7), na abertura do 5º Seminário Internacional Direito e Saúde e 9º Seminário Nacional Direito e Saúde, na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Em mais de três horas de palestra para dois auditórios lotados, o diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES), Boaventura de Souza Santos, falou a respeito deste pensamento moderno que divide a realidade social em dois universos ontologicamente diferentes.

O evento também marcou a assinatura de um convênio entre o CES e a Fiocruz, o que possibilitará gerar propostas novas em pesquisas, cursos e atividades entre as instituições. Boaventura agradeceu a oportunidade de estar na Fundação e elogiou a possibilidade de aprofundar a colaboração – que já existe entre o CES e a Ensp – por meio da assinatura do convênio, que, segundo ele, possibilitará a elaboração de um programa de doutorado com dupla titulação entre as instituições.

 Boaventura: o que é o racismo senão a presença do colonialismo em nossa sociedade?<BR> (Fotos: Peter Ilicciev)
Boaventura: o que é o racismo senão a presença do colonialismo em nossa sociedade?
(Fotos: Peter Ilicciev)

Ao iniciar sua palestra, o sociólogo afirmou que proporia uma teoria pós-colonial a partir de uma epistemologia do sul sobre as questões de saúde, direito e poder por meio de aspectos não tão familiares a esses assuntos: os acidentes de trabalho e o risco. O sociólogo revelou que os pesquisadores do CES concluíram um grande estudo sobre acidentes de trabalho, no qual ficou evidente a forma pela qual o trabalhador é visto: um “corpo capitalista”. De acordo com a pesquisa, o corpo é transformado em fragmentos de órgãos – acidentados no trabalho – de forma a tornar um trabalhador menos cidadão de seu país quando sofre um acidente de trabalho em sua fábrica do que quando sofre um acidente de trânsito, por exemplo.

Ele afirma que as seguradoras e as empresas cooptaram o sistema e deram uma lógica capitalista sobre o que é o corpo do trabalhador, tornando-o um sujeito vulnerável e com o corpo fragmentado. “O trabalhador se acidenta e são feitos calculos de incapacidade, ou seja, baseados na ‘perda da capacidade de ganho desses trabalhadores’. A sociedade coloca preço no que não tem preço. Além disso, esse valor é desigual quando se leva em consideração a situação econômica dos sujeitos”.


Risco: concessão colonial e abissal


A conversão do corpo no capital, segundo o palestrante, revela que por trás do pensamento de igualdade dos cidadõs perante a lei, escondem-se desigaldades brutais.

“Quando há algum tipo de acidente sofremos danos materiais e morais. Ficamos tristes, perdemos amigos, familiares, ficamos angustiados. Se ocorre um acidente aéreo, por exemplo, podemos ser indenizados por danos morais. Na fábrica não.

O trabalhador só tem direito as perdas patrimoniais, nunca as morais. Isso porque ele é um fator de produção e só interesa a capacidade de trabalho do seu braço, do dedo, da sua mão. Isso torna-se invisivel na sociedade”.

 Boaventura e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, assinam convênio
Boaventura e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, assinam convênio

O segundo aspecto abordado por Boaventura foi o risco. Fator que, segundo ele, é uma concessão colonial e abissal. Para o sociólogo, pensamento abissal é uma característica da modernidade ocidental, que consiste num sistema de distinções visíveis e invisíveis que dividem a realidade social em dois universos ontologicamente diferentes.

O lado de cá da linha, correspondendo ao Norte imperial, colonial e neocolonial e o lado de lá da linha, ao qual corresponde o Sul colonizado, silenciado e oprimido. “Essa linha é tão abissal que torna invisível tudo que acontece do lado de lá da linha. Este lado colonizado não tem realidade ou, se a tem, é em função dos interesses do Norte operacionalizados na apropriação e na violência. O que caracteriza este pensamento abissal é a impossibilidade de copresença entre os dois lados referidos.

No domínio do conhecimento, a ciência e o direito constituem as manifestações mais bem sucedidas deste pensamento abissal na medida em que definiram, do ponto de vista científico, a distinção entre verdadeiro e falso e, do ponto de vista jurídico, a distinção entre legal e ilegal, impondo, internacionalmente, esta diferenciação pelo direito internacional”.

Boaventura afirmou que é um erro considerar que o colonialismo terminou com a independencia dos países. “O que é o racismo senão a presença do colonialismo em nossa sociedade?”, questionou. Em seguida, citou o sociólogo alemão Ulrich Beck, no livro sobre a sociedade de risco, em que afirma que a sociedade vive uma situação nova hoje, pois o risco é absolutamente imprevisível e cego para as diferenças de classe, sexo e para as desigualdades, tratando-se, portanto, de um risco inasegurável.

“Essa é a ilusão do pensamento abissal. O que Ulrich Beck pensa ser um risco para a sociedade de hoje sempre foi risco para as sociedades coloniais. Essas sociedades sempre viveram situações de riscos inseguráveis. O risco funciona para as ocorrências, nao para as condições. Se tivermos um incêndio todos os dias, ninguem fará seguros”.

Em seguida, ao analisar o risco sob uma perspectiva pós-colonial, Boaventura reafirmou que o risco “é toda discrepância entre a capacidade de agir, num dado momento em uma certa escala, e a capacidade de prever a possibilidade de uma ocorrência em um outro momento, em uma outra escala”.

Para isso, analisou seis discursos sobre o perigo das zonas coloniais – metáfora utilizada para se referir a algumas zonas da cidade e do campo que estão “do outro lado da linha” – para verificar as situações de risco.


Riscos na perspectiva pós-colonial


O primeiro discurso, segundo ele, é o grande perigo da morbidade e mortalidade nas zonas tropicais. A tropicalidade seria uma metonímia de perigo e desastre, pois estão em condições perigosas permanentes. Nelas estariam as doenças tropicais, que passaram a ser estudadas para proteger os viajantes que que se dirigem a esses locais. “Essa é uma primeira globalização. Primeiro são os viajantes que viajam, depois os vírus”.

O segundo discurso analisado foi o das zonas coloniais como zonas de desastres e perigosas. De acordo com Boaventura, nelas há mais propensão aos desastres e menos preparo para lidar com eles. “A ideia da propensão ao dessastre vem do pensamento abissal, que coloca a zona colonial como aquela em que não existe lei. Dessa forma, submetem pessoas a riscos para segurarem melhor a vida daqueles que estão ‘do lado de cá’ da linha.

Temos os espaços de morte e sacrifícios, daqueles que vivem em lixões e empresas poluentes para a segurança daqueles que estão nos condomínios fechados. Há o sacrifício de uns para a felicidade de outros”.

O terceiro perigo coloca as zonas de risco como áreas de revolução, como zonas do comunismo, ameaçando o capitalismo. “Esse discurso perdeu força após a queda do Muro de Berlin, mas voltou a ganhar força com o neoliberalismo”, afirmou.

O quarto perigo se refere às drogas ilícitas. “As zonas coloniais são as das drogas ilegais, do narcotráfico. Aqui se estabelece o pensamento abissal, sem que a gente se dê conta, entre consumo e produção. Há uma regulação civilizada de um lado da linha e a luta contra o narcotráfico do outro.

“O quinto discurso é o da fome e da desigualdade, e ele só teria resolução a partir de uma reforma judicial feita pelos países ricos. O último discurso é mais recente e trata do terrorismo. As zonas coloniais oferecem condiçoes favoráveis ao terrorismo, de forma permanente”.

Para Boaventura, superar o pensamento abissal exige o reconhecimento de sua persistência para que se possa pensar e agir para além dele, em direção a ‘um pensamento pós-abissal’, que pense a partir do outro lado da linha, a partir de uma epistemologia do Sul e confrontando o monoculturalismo do Norte com uma ecologia de saberes.

A ciência moderna precisa estabelecer relação com outros conhecimentos. Ter a consciência que não é a única forma de conhecimento possível. Uma espécie de contra-epistemologia, que nega a existência de uma epistemologia geral e se baseia no reconhecimento de uma pluralidade de conhecimentos que se cruzam entre si.

A expressão “epistemologias do Sul” é uma metáfora do sofrimento, da exclusão e do silenciamento de povos e culturas que, ao longo da história, foram dominados pelo capitalismo e colonialismo.

Colonialismo que imprimiu uma dinâmica histórica de dominação política e cultural submetendo à sua visão etnocêntrica o conhecimento do mundo, o sentido da vida e das práticas s ociais. Afirmação, afinal, de uma única ontologia, de uma epistemologia, de uma ética, de um modelo antropológico, de um pensamento único e sua imposição universal.

Ainda de acordo com o palestrante, lutar por uma justiça social global implica, afinal, uma luta pela justiça cognitiva global transformando a impossibilidade de co-presença em co-presença radical em que “as práticas e agentes de ambos os lados da linha são contemporâneos em termos igualitários”.

Boaventura completou: “Num tempo em que se formulam perguntas fortes, não havendo para elas respostas fortes, a ecologia dos saberes constitui-se por meio de um questionamento forte para respostas incompletas. É por isso que é um conhecimento prudente permitindo a abertura de novos horizontes epistemológicos e o exercício da autorreflexividade. Concluindo que devemos avançar em direção a construção de uma sociedade solidária”.


Encontro formaliza assinatura de convênio entre Fiocruz e CES

Na mesa de abertura, o diretor da Ensp, Antônio Ivo de Carvalho, lembrou da tradição da Escola na discussão instigante e produtiva do campo do direito e áreas correlatas. Já o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, afirmou que esses seminários são marcos para o direito e a saúde, mas ainda é preciso fazer mais por essa área no país. “Existem os que vivem e são cobertos pela lei, os que vivem fora da lei e os ‘sem lei’. Precisamos reverter esse quadro”.

Além deles, a mesa de abertura do evento foi composta do desembargador e diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, Manoel Alberto Rebello dos Santos, o representante da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio, Maurício Monken, a diretora do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, Valdiléa Veloso, a representante do Fórum Permanente de Direito do Ambiente, Maria Collares, e a coordenadora do Grupo Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman, Maria Helena Barros Oliveira.

Sociólogo lança livro Epistemologias do Sul

Depois da conferência o sociólogo promoveu o lançamento do livro Epistemologias do Sul, no hall dos elevadores da Ensp.

Publicado em 28/7/2010.

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El derecho humano al agua podría ser reconocido por la ONU

El próximo 28 de julio la Asamblea General de las Naciones Unidas (ONU) tiene previsto considerar una resolución presentada por el gobierno boliviano para que se declare el “derecho humano al agua y al saneamiento”. Este martes empieza la Semana de Acción Global en promoción de ese derecho.

“Para obtener una fuerte resolución adoptada por la Asamblea General debemos hacer saber a los gobiernos que apoyamos el derecho humano al agua y al saneamiento, y que demandamos el reconocimiento de esos derechos en el lenguaje más claro posible”, dice un llamamiento del Proyecto Planeta Azul, movimiento de la sociedad civil internacional contra la privatización del agua, con sede en Canadá.

De los aproximadamente 6500 millones de personas que viven en el mundo actualmente, 884 millones no tienen acceso al agua potable y 2600 millones no cuentan con los servicios mínimos de saneamiento.

El 12 de julio el presidente de Bolivia, Evo Morales, anunció que había presentado la propuesta de declaración de derecho humano al agua ante la ONU, al tiempo que pidió a las organizaciones sociales de las diversas regiones del mundo que persuadan a los jefes de Estado para que se apruebe la solicitud.

Se espera un arduo debate en el seno de la Asamblea General. Es que varias naciones industrializadas han estado trabajando para evitar que el agua sea reconocida como un derecho humano. Entre ellas se destacan Canadá, Australia, Estados Unidos y Gran Bretaña.

Las diferencias entre los países industrializados y los que no lo son parecen cobrar mayor evidencia en el tratamiento de este asunto. “Me resisto a ver esto como una cuestión Norte-Sur, pero se empieza a parecer mucho”, dijo a la agencia IPS la fundadora del Proyecto Planeta Azul, Maude Barlow.

En una carta enviada a los representantes de los 192 Estados miembros de la ONU, la activista señala que “en 2010 no es exagerado decir que la dificultad de acceder al agua potable es una de las peores violaciones a los derechos humanos”.

Barlow explica que Canadá especialmente ha frenado los pasos más básicos hacia un reconocimiento internacional del acceso al agua como derecho universal.

Por su parte, otro integrante del Proyecto Planeta Azul, Anil Naidoo, expresó a IPS que “organizaciones locales e internacionales que luchan por justicia en el acceso al agua reclaman el liderazgo de la ONU para que se reconozca claramente que es un derecho humano, al igual que el saneamiento”.

Naidoo ha estado trabajando con decenas de países en desarrollo para promover el documento presentado por Bolivia. Más de veinte lo han auspiciado. “A medida que se avanza reclamamos que el texto de la resolución sea contundente y no deje dudas respecto de que el agua y el saneamiento son derechos humanos”, dijo.

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Radio Mundo Real
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Ayuda a la población rural del Nepal para producir más alimentos

Los agricultores afrontan un medio ambiente cada vez más difícil

La mayoría de la población rural del Nepal subsiste de la agricultura y la cría de ganado

En 2008, cuando los precios de los alimentos tocaron alturas sin precedentes, la FAO puso en marcha una serie de proyectos de suministro de insumos para ayudar a los agricultores a producir más alimentos y obtener más ingresos, a través de su Iniciativa relativa al aumento de los precios de los alimentos. Estas actividades ayudaron a generar más recursos en el Nepal, país abatido por un conflicto decenal y con escasez de alimentos a causa de la sequía. Uno de estos proyectos, financiado por el Fondo central de las Naciones Unidas para la acción en casos de emergencia, ha contribuido a impedir que miles de agricultores nepaleses vulnerables se hundan en la pobreza y el hambre.


da FAO

Parbat y Myagdi, Nepal

Incluso con un jeep de doble tracción toma casi una hora y media recorrer los 15 kilómetros de camino accidentado desde las colinas somontanas hasta la pequeña aldea de Durlung, en lo alto de la montaña, en la región occidental del Nepal.

No es nada en comparación con las tres a cuatro horas que utilizan los aldeanos para bajar la empinada ladera que lleva a los mercados más próximos, sin mencionar el regreso cuesta arriba.

“Hemos probado a ir en autobús, pero cuesta mucho dinero”, relata San Kumai Gurung, aldeana de 43 años, que igual que sus vecinos carga productos y suministros pesados en una cesta que lleva a cuestas hasta el pueblo y de regreso.

La mayoría de la población rural del Nepal, como las familias de Durlung, subsisten de la agricultura y la cría de ganado. Sus parcelas son pequeñas, por lo general de mucho menos de una hectárea, y el acceso a semillas de buena calidad e irrigación es irregular, lo que les dificulta producir suficientes alimentos para el sostén de sus familias durante todo el año.

Añádanse un tiempo cada vez menos previsible, los altos precios de los alimentos y los combustibles y las pocas opciones para obtener ingresos de otras formas, todo lo cual demuestra la precariedad de su situación.


Hortalizas para enriquecer la alimentación


Pero el año pasado, tras la intensa sequía invernal de 2008-2009 que marchitó los cultivos y prolongó el hambre, miles de agricultores de la región lograron incrementar la producción de alimentos gracias, en parte, a las semillas de alto rendimiento y los fertilizantes proporcionados por la FAO. Si bien se trató de un proyecto breve de emergencia, muchos agricultores pudieron conservar semillas para la siembra de este año.

En estrecha colaboración con el gobierno y las ONG locales, la FAO atendió a 30 000 familias de agricultores vulnerables en seis distritos de la región occidental del país, dando prioridad a los agricultores que tienen menos de una hectárea de tierra o que luchan por la pérdida de sus cosechas o están marginados por motivos étnicos o de castas, así como a las familias encabezadas por mujeres.

Si bien muchas familias recibieron semillas de arroz o de maíz, de acuerdo al lugar donde viven, todas recibieron semillas de hortalizas, nueve variedades distintas, desde tueras y gombos hasta judías verdes y rábanos.

Anteriormente, los agricultores cultivaban principalmente hortalizas como la patata y la coliflor ‒informa Sangita GC, presidente del Centro del medio ambiente rural y habilitación, aliado local de la FAO en el distrito de Myagdi.‒ Las familias más pobres realmente no podían comprar hortalizas frescas, sólo en conserva. Hoy consumen más productos frescos e incluso pueden vender una parte para obtener ingresos.”


Mayores ganancias

Resham Kishan, de 47 años, ganó más de 800 USD de la venta de sus excedentes de hortalizas, casi el doble de lo que había ganado en los años anteriores y muy por encima del ingreso promedio per cápita de las familias en Nepal, de casi 500 USD.

Este dinero extra le ha permitido ahorrar más para las emergencias, y explica que si hubiera tenido esta opción hace algunos años, hubiera podido dejar a sus dos hijas, que ya son adultas, en la escuela con su hermano.

Saraswati Giri, de 39 años, y su esposo Dal Giri, de 40, quisieran destinar una mayor parte de sus tierras a la producción de hortalizas fuera de temporada durante todo el año, en vez de arroz. Las hortalizas obtienen mejores precios en el mercado, lo que les permite comprar los productos básicos que necesitan y que sus hijos sigan estudiando.

“Si podemos darles estudios y organizar su matrimonio, entonces estamos bien”, explica el señor Giri, que, como muchos nepaleses, trabajó en el extranjero durante muchos años para mantener a su familia, hasta que sufrió una lesión que casi lo priva del uso de una mano y tuvo que regresar a Nepal.


Dificultades para el crecimiento y el desarrollo

Si bien los Giri viven relativamente cerca de los principales mercados de la zona ?a unos 45 minutos a pie?, otras personas no están tan bien comunicadas.

“Hubiéramos podido vender el doble de eso si tuviéramos mejores carreteras”, explicó el agricultor de Durlung Khadka Bahadur Gurung, de 44 años, haciendo referencia a los 150 USD adicionales que pudo obtener el año pasado de la venta de hortalizas.

La lejanía e inaccesibilidad de tantas aldeas de Nepal es una de las dificultades más grandes para el crecimiento y el desarrollo. La inestabilidad política, una infraestructura rural deficiente, la falta de irrigación y de tierras agrícolas, y la modificación de las pautas del clima son otras.


Poner en marcha de nuevo la agricultura


“El gobierno y sus asociados para el desarrollo han desatendido relativamente el desarrollo agrícola ?explica Bui Thi Lan, Representante de la FAO en Nepal-. La principal preocupación del gobierno es la estabilidad política, la integración del ejército, la seguridad, las elecciones. Es más difícil movilizar fondos para actividades agrícolas que para desminado, por ejemplo, o para la reincorporación de ex combatientes.”

Pero ahora, con más de tres millones de personas que necesitan ayuda alimentaria, en un país sin litorales que antes era autosuficiente en la producción de alimentos, las inversiones agrícolas cobran urgencia.

Los pequeños agricultores de todo el país no sólo necesitan tener mejor acceso a los mercados, información y servicios, sino recibir capacitación para utilizar mejores prácticas agrícolas, para una  gestión mejor del suelo y el agua, multiplicación de semillas, almacenamiento y cría de ganado, especialmente los agricultores sin tierras.

Estas inversiones podrían dar muy buenos resultados para ayudar a los agricultores nepaleses a afrontar crisis futuras y comenzar a modificar su situación, de la dependencia de la ayuda alimentaria hacia la seguridad alimentaria a largo plazo.

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Gulf Cleanup Training Ignores Advice From Health Agency, Official Says

by Sasha Chavkin, ProPublica

A Vessel of Opportunity (VOO) works with a sorbent boom to collect oil about four miles offshore of Pensacola Pass, Fla., on June 12, 2010. (Petty Officer 1st Class Tasha Tully)
A Vessel of Opportunity (VOO) works with a sorbent boom to collect oil about four miles offshore of Pensacola Pass, Fla., on June 12, 2010. (Petty Officer 1st Class Tasha Tully)

As we’ve reported, workplace safety experts have expressed concern that Gulf oil spill responders aren’t getting enough safety training [1] [1]. On Wednesday, we spoke with a federal official who said the four-hour safety course that BP is providing to Gulf cleanup workers lacks basic information on health risks and is too short to cover the necessary material.

Joseph Hughes, director of the worker training program at the National Institute for Environmental Health Sciences, said the course fails to incorporate important information. Among the subjects not included are chemical inhalation, the health effects of dispersants, and the risks of direct contact with weathered crude oil.

Hughes’ agency, part of the Department of Health and Human Services, helped develop the training. “We tried to recommend what we thought the right training topics were, but all of those were not included,” he said.

As we reported on Wednesday, cleanup workers are continuing to suffer health problems [2] [2] that they believe to be related to chemical exposure, including vomiting, dizziness, and nose and throat irritation.

Hughes also said the course’s four-hour duration — a fraction of the 24-hour training usually required for cleanup workers [3] [3] who may be exposed to hazardous materials — is insufficient and rests upon a faulty interpretation of safety regulations. In 1990, the Occupational Safety and Health Administration issued a directive following the Exxon-Valdez disaster that allowed the minimum training to be cut to four hours [4] [4] for workers performing low-risk tasks such as beach cleanup.

“The idea of the Exxon-Valdez exemption is that they would not have direct contact with crude oil or weathered oil,” Hughes said. However, he said that some spill responders receiving the four-hour training, such as booming and skimming workers on vessels, are “definitely having direct oil contact.”

BP spokesman Toby Odone stated that the safety trainings are appropriate for the work people are doing. “Training for Vessels of Opportunity and shoreline workers is 4+ hours and includes properties of oil, insect bites, heat, marine operations such as laying and collecting boom,” Odone wrote in an e-mail. The Vessels of Opportunity program employs local boat operators and crews in cleanup activities.

Odone also wrote that workers going into oiled areas are accompanied by a technician with 40 hours of training, and that the training was approved by the government. “It was developed with OSHA and approved by OSHA and the US Coast Guard,” he wrote.

OSHA is in charge of monitoring workplace safety for the cleanup. We at ProPublica have been trying to get in touch with officials there since Monday to discuss the safety trainings, but haven’t yet gotten a response.

Hughes said that his office is pressing Unified Command — the interagency spill response team that consists of BP, Transocean, the Coast Guard and numerous federal agencies — to implement an eight-hour training course for those at greater risk of contact with hazardous materials. The course would include the chemical exposure curriculum that is not provided in the current trainings.

“The group that I’m still concerned about is the booming and skimming workers,” Hughes said. “There’s an effort under way to increase the training of those workers that’s being discussed at the highest level.”

On Wednesday, Aubrey Miller, senior medical adviser in Hughes’ agency, testified to a House subcommittee that OSHA is “working with BP to develop a new eight-hour curriculum [5] [5] for worker safety and health training,” according to a transcript of his remarks provided by the agency.

Hughes said he had not heard any dates for when this eight-hour training program would start.

As it stands, Hughes said the training goes against the precautionary principle — the concept that the possibility of harm is enough to warrant action to reduce the risks to public health.

“We thought it was backwards,” he said of the current curriculum, “that it had a reduced amount of protection for workers.”

Write to Sasha Chavkin at sasha.chavkin@propublica.org

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Tres informes de la Academia de Ciencias de Estados Unidos urgen acción sobre el clima

De Ecoportal
Por Richard A. Kerr

El clima del mundo está cambiando, los humanos son los responsables y los Estados Unidos deberían poner precio sobre el carbono pronto para detener las emisiones de los gases de efecto invernadero. Esta es la conclusión de tres informes que el Congreso solicitó al Consejo Nacional de Investigación de la Academia de Ciencias (NCR siglas en inglés).

“Este es nuestro informe más exhaustivo sobre el cambio climático,” dijo Ralph Cicerone, presidente de la Academia Nacional de Ciencias (NAS, siglas en inglés), en una rueda de prensa para comentar el esfuerzo de más de dos años para realizarlo e involucrar a más de 90 científicos. “Analiza la realidad del cambio climático y como debería responder la nación… Hace hincapié en porque los Estados Unidos debería actuar ahora.”

Una razón es la fuerza de la ciencia del clima, dijo la científica ambiental Pamela Matson de la Universidad Stanford en Palo Alto, California, jefa del panel del NRC sobre el avance de la ciencia del cambio climático. “El cambio climático está ocurriendo, la Tierra se está calentando,” dijo. “Este cambio climático está causado principalmente por las actividades humanas… y ya está teniendo consecuencias.

Las palabras de Matson podrían recordar al informe de 2007 del Panel Intergubernamental sobre el Cambio Climático (IPCC) que ha sido atacado duramente últimamente. Pero el nuevo informe, de 823 páginas, elaborado durante los pasados cinco años de investigación fue completado demasiado tarde para ser incluido por el IPCC. También muestra un esfuerzo previo del NAS y es más que un resumen de informes del Programa de Investigación sobre Cambio Global de los EEUU.

Los tres paneles del NRC también contaron con contribuyentes bastantes diferentes de los comprometidos en el IPCC. El economista Gary Yohe de la Universidad Wesleyan en Middletown, Connecticut, un veterano del IPCC, recuerda como el encuentro inaugural del panel sobre la adaptación a los impactos del cambio climático fue su primera reunión en una década en el cual tres cuartos de sus compañeros del panel era desconocidos para él.

Después de que el panel científico concluyera que la evidencia es lo suficientemente fuerte para justificar una acción inmediata, el segundo panel –sobre la limitación de la magnitud del futuro cambio climático- recomendó que hacer. Aunque al panel, presidido por el economista Robert Fri de Recursos para el Futuro en Washington, D.C, se le pidió que diera “información sobre la política relevante, pero no prescribir la política.” Recomendó, en palabras de Fri, que los “Estados Unidos coloquen un objetivo de emisiones de gases invernadero en la forma de un presupuesto de emisiones.”

El panel sugiere que “un rango representativo razonable para un presupuesto de emisiones doméstico” correspondería a “aproximadamente una reducción de las emisiones desde los niveles de 1990 del 80 al 50% para 2050. El 80% de la reducción sería similar al objetivo para 2050 apoyado por la Administración Obama y algunos miembros del Congreso.

La forma más rentable de alcanzar tal reducción de emisiones es poner precio al carbón, dice el informe, ya sea un sistema de tope y comercio (cap and trade), impuestos al carbono, o algo más o una combinación de los dos. Cualquiera que sea el medio específico para llegar al objetivo, “encontrar el presupuesto de emisiones es una tarea desafiante,” dijo Fri. “No podemos llegar allí sólo desplegando lo que sabemos hacer,” dijo. Se tienen que desarrollar nuevas energías aumentando su eficiencia energética, expandiendo las fuentes de energía bajas en carbono, extendiiendo la energía nuclear en una forma viable, y retirando la vieja tecnología.

Adaptarse a los impactos del cambio climático, el sujeto del tercer informe del NRC, ha tenido poca atención hasta ahora, dijo el director del panel Thomas Wilbanks del Laboratorio Nacional Oak Ridge en Tennessee. Como consecuencia, dice, “enfatizamos los procesos más que las acciones específicas” para adaptarse a estos cambios, que son ahora inevitables. Hay poca experiencia con adaptación en todo el mundo, hizo notar, y va a ser específica en localizaciones particulares. La investigación sobre adaptación ha sido también exigua. Las acciones simples con beneficios secundarios vendrían primero, dijo, pero los planes de contingencia deberían empezar para efectos tan severos, como la subida del nivel del mar de un metro o más a lo largo de la Costa del Golfo, ya que habría que evacuar a la población y a su infraestructura. http://www.ecoportal.net

Richard A. Kerr en News Science (29/05/10) – Traducido por Mario Cuéllar

Globalízate
http://www.globalizate.org

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Fútbol y Medio Ambiente.
Buscan reducir la huella de carbono de la Copa Mundial FIFA 2010

El Fondo para el Medio Ambiente Mundial y el Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente llaman la atención sobre Iniciativas ambientales relevantes que van desde la reducción de la huella de carbono de la Copa Mundial FIFA 2010 hasta el apoyo a la biodiversidad en Brasil.

El Fondo para el Medio Ambiente Mundial (FMAM) y el Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (PNUMA) anunciaron que serán actores principales en la Copa Mundial FIFA 2010 con proyectos para reducir las emisiones de carbono en Sudáfrica como parte del Programa Nacional de Enverdecimiento.

Dos famosos guardametas, ahora retirados, Fernando Alvez y Jorge Sere, estuvieron presentes en el anuncio.

Adicionalmente y vinculado al Año Internacional de la Biodiversidad, otra iniciativa clave fue lanzada, la cual tiene por objeto asistir al Gobierno de Brasil en sus esfuerzos de conservación.

Durante la Copa Mundial, el FMAM ha provisto de un millón de dólares para apoyar el reacondicionamiento de paneles solares en alumbrado público, luces de tráfico y carteles alrededor de los estados en las seis ciudades que hospedarán los juegos.

Los detalles completos de estos y otros proyectos, incluyendo uno que involucrará a turistas y fanáticos que asistan al torneo, serán anunciados el próximo mes en Sudáfrica.

El FMAM es una organización financiera independiente que provee asistencia financiera a países en desarrollo y países con economías en transición para proyectos relacionados con biodiversidad, cambio climático, aguas internacionales, degradación de tierras, capa de ozono, y contaminantes orgánicos persistentes. PNUMA es una agencia implementadora del FMAM y la única agencia de Naciones Unidas con mandato para mantener el estado del medio ambiente global en evaluación. La Asamblea es el órgano de gobierno del FMAM, en la cual participan representantes de los 180 países miembros. Se reúne cada tres o cuatro años, y es responsable de la revisión y evaluación de las políticas generales del FMAM.

Brasil y la información sobre diversidad biológica en América Latina, el FMAM apoyará una iniciativa para integrar la ciencia y tecnología más recientes para el manejo de la información sobre la diversidad biológica de Brasil, un país que alberga entre el 15 por ciento y 20 por ciento de la vida animal y vegetal del planeta.

El FMAM asistirá al Gobierno de Brasil para que la información sobre la biodiversidad contenida en la colección biológica del país esté disponible en línea, de manera gratuita, a través del Sistema de Información sobre la Biodiversidad Brasileña (SIBBr).

La facilitación para el acceso a esta información permitirá que tomadores de decisiones y actores interesados integren objetivos de conservación y uso sostenible de la diversidad biológica en sus operaciones.

El Subsecretario General de Naciones Unidas y Director Ejecutivo del PNUMA, Achim Steiner, comentó: “Estos son sólo algunos de los proyectos de amplio rango financiados por el FMAM e implementados por el PNUMA, el PNUD y el Banco Mundial, que desde principios de los 90s han catalizado la respuesta a los retos ambientales del mundo.”

“Eventos deportivos grandes tienen huellas ambientales significativas. Pero también se presentan como oportunidades reales para mostrar soluciones y crear conciencia durante los juegos y a lo largo del mundo, a través de periódicos, radio y televisión,” añadió.

“Estos proyectos son una poderosa demostración de nuestro mandato de invertir localmente para un impacto global. El FMAM realiza inversiones especificas que tienen un impacto transversal en los retos ambientales más fuertes, sea cambio climático, pérdida de especies o erosión de suelos, El GEF está ahí para apoyar a los funcionarios locales a promover opciones de desarrollo sustentable que protejan los recursos a la vez que promuevan empleos”, dijo Monique Barbut, Directora Ejecutiva del FMAM. www.ecoportal.net

Dirección Regional – Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente – Oficina Regional para América Latina
www.pnuma.org

BP Had Other Problems in Years Leading to Gulf Spill

by Abrahm Lustgarten, ProPublica

Photo of the Day: Oil-Stained Pelicans

by Krista Kjellman Schmidt, ProPublica
An oil-stained brown pelican tries to clean its feathers on an island in Barataria Bay, on the Gulf coast of Louisiana, on May 24, 2010. The island is home to thousands of brown pelicans, egrets and roseate spoonbills, many of which are now stained by oil. (Photo by John Moore/Getty Images)
An oil-stained brown pelican tries to clean its feathers on an island in Barataria Bay, on the Gulf coast of Louisiana, on May 24, 2010. The island is home to thousands of brown pelicans, egrets and roseate spoonbills, many of which are now stained by oil. (Photo by John Moore/Getty Images)

BP, the global oil giant responsible for the fast-spreading spill in the Gulf of Mexico that will soon make landfall, is no stranger to major accidents.

In fact, the company has found itself at the center of several of the nation’s worst oil and gas–related disasters in the last five years.

In March 2005, a massive explosion ripped through a tower at BP’s refinery in Texas City, Texas, killing 15 workers and injuring 170 others. Investigators later determined that the company had ignored its own protocols on operating the tower, which was filled with gasoline, and that a warning system had been disabled.

The company pleaded guilty to federal felony charges and was fined more than $50 million by the U.S. Environmental Protection Agency.

Almost a year after the refinery explosion, technicians discovered that some 4,800 barrels of oil had spread into the Alaskan snow through a tiny hole in the company’s pipeline in Prudhoe Bay. BP had been warned [1] to check the pipeline in 2002, but hadn’t, according to a report in Fortune. When it did inspect it, four years later, it found that a six-mile length of pipeline was corroded. The company temporarily shut down its operations in Prudhoe Bay, causing one of the largest disruptions in U.S. oil supply in recent history.

BP faced $12 million in fines for a misdemeanor violation of the federal Water Pollution Control Act. A congressional committee determined that BP had ignored opportunities to prevent the spill and that “draconian” cost-saving measures had led to shortcuts in its operation.

Other problems followed. There were more spills in Alaska. And BP was charged with manipulating the market price of propane. In that case, it settled with the U.S. Department of Justice and agreed to pay more than $300 million in fines.

At each step along the way, the company’s executives were contrite.

“This was a preventable incident. … It should be seen as a process failure, a cultural failure and a management failure,” John Mogford, then BP’s senior group vice president for safety and operations, said in an April 2006 speech about the lessons learned in Texas City. “It’s not an easy story to tell. BP doesn’t come out of it well.”

In a 2006 interview with this reporter after the Prudhoe Bay spill, published in Fortune [2], BP’s chief executive of American operations, Robert Malone, said, “There is no doubt in my mind, what happened may not have broken the law, but it broke our values.”

Malone insisted at the time that there was no pattern of mismanagement that increased environmental risk.

“I cannot draw a systemic problem in BP America,” he said. “What I’ve seen is refineries and facilities and plants that are operating to the highest level of safety and integrity standards.”

Nonetheless, Malone, who spent three decades at BP and was promoted to the CEO of BP America shortly after the Texas refinery blast, promised to increase scrutiny over BP’s operations and invest in environmental and safety measures.

He told Congress that it was imperative BP management learn from its mistakes.

“The public’s faith has been tested recently,” he said. “We have fallen short of the high standards we hold for ourselves and the expectations that others have for us.”

Time will tell whether the accident that killed 11 workers and sent the Transocean Deepwater Horizon drilling rig — a $500 million platform as wide as a football field — sinking to the bottom of the Gulf of Mexico was simply an accident or something else.

Malone, who retired last year, declined to comment for this article. A spokesman for BP was not available for comment.

Families of workers who died in the accident have already filed lawsuits accusing BP of negligence. Congress, as well as the Minerals and Management Service, the federal agency that regulates drilling in the Gulf, were already separately investigating allegations that BP has failed to keep proper documents about how to perform an emergency shutdown [3] of the Atlantis, another Gulf oil platform and one of the largest in the world.

There are also indications that BP and Transocean, the owner of the Deepwater Horizon rig that burned and sank, could have used backup safety gear [4] — a remote acoustic switch that would stanch the flow of oil from a leaking well 5,000 feet underwater — to prevent the massive spill now floating like a slow-motion train wreck toward the Mississippi and Louisiana coastline. The switch isn’t required under U.S. law, but is well-known in the industry and mandated in other parts of the world where BP operates.

In the year before the accident, BP once again aggressively cut costs. A reorganization stripped 5,000 jobs from its payroll, saving BP more than $4 billion in operating costs, according to a report sent to ProPublica by Fadel Gheit, an investment analyst for Oppenheimer.

On April 27, as the U.S. Coast Guard worked with BP engineers to guide remote control submarines nearly a mile underwater in a futile effort to close a shut-off valve, BP told investors that its quarterly earnings were up more than 100 percent over the last year, beating expectations by a large margin. After underperforming its competition throughout the last decade, Gheit wrote, BP was the only major oil company to perform better than the S&P 500 last year.

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British Petroleum: El peor desastre ambiental en la historia de Estados Unidos, y ganancias de más de 6 mil millones de dólares para el primer trimestre de 2010

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Dying, dead marine wildlife paint dark, morbid picture of Gulf Coast following oil spill

BY Matthew Lysiak In Grand Isle, La. and Helen Kennedy
DAILY NEWS STAFF WRITERS

Originally Published:Wednesday, June 2nd 2010, 12:52 AM
Updated: Wednesday, June 2nd 2010, 5:44 PM

Carcass of a decomposing dolphin on rocks at Queen Bess Island in Gulf of Mexico.
DelMundo for News

Carcass of a decomposing dolphin on rocks at Queen Bess Island in Gulf of Mexico.

A sign expressing hatred towards BP stands on the side of Highway 1 in Grand Isle.
DelMundo for News

A sign expressing hatred towards BP stands on the side of Highway 1 in Grand Isle.

The usually crowded Grand Isle beach on Memorial Day is empty due to the impact of the oil spill.
DelMundo for News

The usually crowded Grand Isle beach on Memorial Day is empty due to the impact of the oil spill.

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Here’s what President Obama didn’t see when he visited the Gulf Coast: a dead dolphin rotting in the shore weeds.

“When we found this dolphin it was filled with oil. Oil was just pouring out of it. It was the saddest darn thing to look at,” said a BP contract worker who took the Daily News on a surreptitious tour of the wildlife disaster unfolding in Louisiana.

His motive: simple outrage.

“There is a lot of coverup for BP. They specifically informed us that they don’t want these pictures of the dead animals. They know the ocean will wipe away most of the evidence. It’s important to me that people know the truth about what’s going on here,” the contractor said.

“The things I’ve seen: They just aren’t right. All the life out here is just full of oil. I’m going to show you what BP never showed the President.”

The day was 85 degrees, the blue sky almost white with sunshine, the air fresh with salt tang.

After checking that he was unobserved, he motored out to Queen Bess barrier island, known to the locals as Bird Island.

The grasses by the shore were littered with tarred marine life, some dead and others struggling under a thick coating of crude.

“When you see some of the things I’ve seen, it would make you sick,” the contractor said. “No living creature should endure that kind of suffering.”

Queen Bess Island was the first place where fledglings were born when the beloved, endangered Louisiana brown pelicans were reintroduced in the 1970s. Their population rebounded and was finally declared stabilized in 2002.

Now their future is once again in doubt. In what had been such an important hatchery, hundreds of pelicans – their white heads stained black – stood sentinel. They seemed slow and lethargic.

“Those pelicans are supposed to have white heads. The black is from the oil. Most of them won’t survive,” the contractor said.

“They keep trying to clean themselves. They try and they try, but they can’t do it.”

The contractor has been attempting to save birds and turtles.

“I saw a pelican under water with only its wing sticking out,” he said. “I grabbed it and lifted it out of the water. It was just covered in oil. It was struggling so hard to survive. We did what we could for it.

“Nature is cruel, but what’s happening here is crueler.”

The uninhabited barrier islands are surrounded by yellow floating booms, also stained black, that are supposed to keep the oil out. It’s not working.

“That grass was green a few weeks ago,” the contractor said. “Now look. … This whole island is destroyed. How do you write a check for something like this?”

He said he recently found five turtles drowning in oil.

“Three turtles were dead. Two were dying and not dead yet. They will be,” he said.

As the boat headed back amid the choppy waves, a pod of dolphins showed up to swim with the vessel and guide it to land.

“They know they are in trouble. We are all in trouble,” the contractor said.

BP’s central role in the disaster cleanup has apparently given the company a lot of latitude in keeping the press away from beaches where the oil is thickest.

On Monday, a Daily News team was escorted away from a public beach on Elmer’s Island bycops who said they were taking orders from BP.

BP spokesman Toby Odone denied the company is trying to hide the environmental damage; he noted BP has organized press visits to the spill zone and said BP cannot tell cops what to do.

The contractor for BP said the public needs to see the truth.

“BP is going to say the deaths of these animals wasn’t oil-related,” he said. “We know the truth. I hope these pictures get to the right people – to someone who can do something.”

hkennedy@nydailynews.com

Read more: http://www.nydailynews.com

A menos de una semana de que la plataforma petrolera Deepwater Horizon de British Petroleum explotó en el Golfo de México, dejando un saldo de 11 trabajadores muertos y desatando lo que podría ser el peor desastre ambiental de la industria en la historia de Estados Unidos, la empresa anunció ganancias de más de 6 mil millones de dólares para el primer trimestre de 2010, más del doble de las ganancias obtenidas en el mismo período del año anterior.

La analista de la industria petrolera Antonia Juhasz advirtió: “BP es una de las empresas más poderosas que operan en Estados Unidos. Sus ingresos de 327 mil millones de dólares en 2009 son suficientes para clasificar a BP como la tercera empresa más grande del país. Gasta mucho dinero en influir en la política de Estados Unidos y en la supervisión del cumplimiento de las normas”. El poder y la riqueza que detentan BP y otras gigantes petroleras no tienen prácticamente parangón en el mundo, y plantean una amenaza a las vidas de los trabajadores, al medio ambiente y a nuestras perspectivas de democracia.

Hace sesenta años, BP se llamaba Anglo-Iranian Oil Co. (AIOC, por sus siglas en inglés). Un gobierno iraní popular y progresista había pedido a la AIOC, un monopolio en su mayor parte de propiedad británica, que compartiera más de sus ganancias del petróleo iraní con el pueblo de Irán. La AIOC se negó, lo que provocó que Irán nacionalizara su industria petrolera. Esto no le cayó bien a Estados Unidos, por lo que la CIA organizó un golpe de Estado contra el Primer Ministro Mohammed Mossadegh. Luego de que fuera derrocado, la AIOC cambió su nombre a British Petroleum, recuperó gran parte de su monopolio y a los iraníes se les impuso la cruel dictadura del Shah de Irán, sembrando la semilla de la revolución iraní de 1979, la subsiguiente “crisis de los rehenes” y el conflicto político que atormenta a Irán hasta nuestros días.

En 2000, British Petroleum cambió su imagen y pasó a llamarse BP, adoptó un logo con flores verdes y amarillas y comenzó a asediar al público estadounidense con una campaña publicitaria que afirmaba que estaba avanzando “más allá del petróleo”. Sin embargo, el crecimiento agresivo de BP, sus enormes ganancias y su historial en materia de desastres vinculados con el petróleo pintan un panorama muy diferente. En 2005, la refinería de BP de la ciudad de Texas explotó, dejando un saldo de 15 muertos y 170 heridos. En 2006, un oleoducto de BP en Alaska derramó 200.000 galones de crudo, provocando lo que la Agencia de Protección Ambiental denomina “el mayor derrame ocurrido en North Slope, [Alaska]”. BP recibió una multa de 60 millones de dólares por ambos desastres. Luego, en 2009, la Administración de Seguridad y Salud Laboral (OSHA, por sus siglas en inglés) multó a BP por otros 87 millones de dólares por la explosión de la refinería. La Secretaria de Trabajo Hilda Solis dijo: “BP permitió que cientos de potenciales peligros continuaran sin ningún tipo de disminución…La seguridad laboral es más que una consigna. Es la ley”. BP respondió impugnando formalmente todas las acusaciones de la OSHA.

El Presidente Barack Obama dijo sobre el derrame de petróleo en el Golfo de México: “BP es responsable de este derrame; BP pagará la cuenta”. Riki Ott no está segua. Es toxicóloga marina y ex pescadora de Alaska, y fue una de las primeras personas en responder al desastre petrolero del Exxon Valdez en 1989. Exxon desplegó un ejército de abogados para demorar y revocar las demandas legales de la gente que resultó perjudicada física y/o financieramente por el derrame del Valdez. “La industria hace todo lo que puede para limitar su responsabilidad, BP va a pagar hasta donde la ley lo obliga. Estas grandes empresas ayudan a redactar nuestras leyes y ayudan a elegir a nuestros congresistas que aprueban esas leyes. Entonces, estamos como en un juego donde nos hacen trampa”, me dijo.

El periódico Press-Register, de Mobile, Alabama informó que el Fiscal General de Alabama, Tory King, le dijo a BP que “dejara de hacer circular acuerdos extrajudiciales entre la población costera de Alabama”. Aparentemente, BP le estaba pidiendo a los propietarios de botes pesqueros que buscaban trabajo en la mitigación del derrame que renunciaran al derecho de demandar a BP en el futuro. A pesar de la promesa del portavoz de BP de que las renuncias no serían utilizadas, el artículo afirmaba: “King dijo el domingo que aún le preocupaba que, al aceptar los acuerdos propuestos por BP de hasta 5.000 dólares, la gente perdiera su derecho a demandar”.

Incluso aunque BP no engañe a las víctimas para que renuncien al derecho a demandar, la Ley de Contaminación con Petróleo de 1990, si bien exige a los contaminadores que paguen los costos reales de limpieza, pone un tope de 75 millones de dólares a la responsabilidad financiera adicional de un derrame. Teniendo en cuenta que millones de personas sufrirán el impacto del derrame mediante la pérdida de pesca y turismo, y por la cadena de impactos en las industrias vinculadas, 75 millones es una mísera suma.

Por este motivo el Senador Robert Menéndez, demócrata de Nueva Jersey, presentó un proyecto de ley para elevar el tope de la responsabilidad económica por daños y perjuicios a 10 mil millones de dólares, y denominó al proyecto de ley “Ley de Prevención del Rescate de las Grandes Petroleras”. Riki Ott está de gira por Nueva Orleáns y la Costa del Golfo, educando a las personas acerca de los efectos tóxicos del derrame, y ayudándolas a prepararse para la larga batalla que tienen por delante para lograr que BP sea responsabilizada.

BP seguramente continuará con sus prácticas sucias y tratará de evitar ser responsabilizada a nivel judicial, en la prensa y en las playas manchadas de petróleo. BP: estate bien preparada. www.ecoportal.net

Denis Moynihan colaboró en la producción periodística de esta columna. Texto en inglés traducido por Mercedes Camps y Democracy Now! en español

Whistleblower Sues to Stop Another BP Rig From Operating

by Abrahm Lustgarten, ProPublica

Getty Images
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A whistleblower filed a lawsuit today to force the federal government to halt operations at another massive BP oil platform in the Gulf of Mexico, alleging that BP never reviewed critical engineering designs for the operation and is therefore risking another catastrophic accident that could “dwarf” the company’s Deepwater Horizon spill.

The allegations about BP’s Atlantis platform were first made last year, but they were laid out in fresh detail in the lawsuit filed in U.S. District Court in Houston against Interior Secretary Ken Salazar and the Minerals and Management Service, the agency responsible for regulating offshore drilling in the Gulf.

The whistleblower is Kenneth Abbott, a former project control supervisor contracted by BP who also gave an interview to “60 Minutes” on Sunday night [1]. In a conversation last week with ProPublica, Abbott alleged that BP failed to review thousands of final design documents for systems and equipment on the Atlantis platform — meaning BP management never confirmed the systems were built as they were intended – and didn’t properly file the documentation that functions as an instruction manual for rig workers to shut down operations in the case of a blowout or other emergency.

Abbott alleges that when he warned BP about the dangers presented by the missing documentation the company ignored his concerns and instead emphasized saving money.

“There were hundreds, if not thousands, of drawings that hadn’t been approved and to send drawings (to the rig) that hadn’t been approved could result in catastrophic operator errors,” Abbott told ProPublica. “They turned their eye away from their responsibility to make sure the overall design works. Instead they are having bits and pieces fabricated and they are just hoping that these contractors who make all these separate pieces can pull it together and make it safe. The truth is these contractors see a piece of the puzzle; they don’t see the whole thing.”

BP did not respond to a request for comment from ProPublica, but has previously addressed Abbott’s concerns in a January letter to Congressional investigators stating that the allegations are unfounded and that the Atlantis platform had final documentation in place before it began operating.

According to an email sent to Abbott by BP’s ombudsman’s office, an independent group employed by the company to address internal complaints, BP had not complied with its own rules governing how and where the documentation should be kept but had not necessarily violated any regulations for drilling. The email does not address the specifics raised in the lawsuit.

A spokesperson for the Department of Interior said the agency would not comment on pending litigation.

Congress and the Minerals and Management Service have been investigating Abbott’s concerns since last year, when he and Food and Water Watch, a Washington D.C.-based environmental organization, first filed the complaints. But according to both Abbott and FWW, little has been done. After the Deepwater Horizon Gulf spill underscored their concerns, they decided to jointly file the lawsuit. Abbott was laid off shortly after he raised the concerns to BP management.

According to the lawsuit, by Nov. 28, 2008, when Abbott last had access to BP’s files, only half of the 7,176 drawings detailing Atlantis’ sub-sea equipment had been approved for design by an engineer and only 274 had been approved “as built,” meaning they were checked and confirmed to meet quality and design standards and the documentation made available to the rig crew. Ninety percent of the design documents, the suit alleges, had never been approved at all.

The Atlantis rig is even larger than the Deepwater Horizon rig that sank in April. It began producing oil in 2007 and can produce 8.4 million gallons of oil a day.

The components include some of the critical infrastructure to protect against a spill. According the suit, none of the sub-sea risers – the pipelines and hoses that serve as a conduit for moving materials from the bottom of the ocean to the facility had been “issued for design.” The suit also alleges that none of the wellhead documents were approved, and that none of the documents for the manifolds that combine multiple pipeline flows into a single line at the seafloor has been reviewed for final use.

Directions for how to use the piping and instrument systems that help shut down operations in the event of an emergency, as well as the computer software used to enact an emergency shutdown, have also not been approved, the lawsuit says. According to the lawsuit, 14 percent those documents had been approved for construction, and none received final approval to ensure they were built and functioning properly.

“BP’s worst-case scenario indicates that an oil spill from the BP Atlantis Facility could be many times larger than the current oil spill from the BP Deepwater Horizon,” the lawsuit states. “The catastrophic Horizon oil spill would be a mere drop in the bucket when compared to the potential size of a spill from the BP Atlantis facility.”

It is not clear from the lawsuit or the limited statements made by BP or federal regulators if BP has corrected the documentation problem since Abbott was laid off.

Abbott told ProPublica he raised the documentation issues repeatedly in emails and conversations with management, “saying this was critical to operator safety and rig safety.”

“They just ignored my requests for help,” he said. “There seemed to be a big emphasis to push the contractors to get things done. And that was always at the forefront of the operation.”

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Global warming may kill off fifth of global lizard species by 2080: study

Reptiles that ‘tolerate heat and should be well buffered against warming are the victims’ as world enters ‘era of climate change extinctions’

Celia Cole guardian.co

Global Climate Change Driving Lizards to ExtinctionFurcifer lateralis in Madagascar – a hotspot for extinctions. Photograph: Ignacio De la Riva

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One–fifth of lizard species globally will become extinct by 2080 due to global warming, according to a study using data from more than 1,200 populations worldwide.

The research found that more than a 10th of Mexico’s Sceloporus lizard populations have been driven to extinction in the last 35 years, with the figure projected to increase to almost 40% by 2080. The scientists projected their findings globally using data from other lizard populations around the world.

The findings come in the wake of immense criticism over the failure of world leaders to live up to a commitment to reduce biodiversity loss by 2010. Professor Barry Sinervo at the University of California, Santa Cruz, who led the study, said he believes “we have now entered the era of climate change extinctions”.

Global Climate Change Driving Lizards to Extinction Global maps of observed local extinctions in 2009, and projections for 2050 and 2080 based on geographic distributions of lizard families of the world.
Illustration: Barry Sinervo

Although we may not be accustomed to considering lizards as important players within our ecosystems in the UK, he warns that the reptiles occupy diverse ecological roles in ecosystems across the globe and their reduced numbers will have important implications for ecosystems and maintaining species diversity. “Their loss could cause a collapse at higher levels of the food webs,” he said.

“Many people appreciate that climate warming may lead to extinction in the future,” said Prof Raymond Huey an evolutionary physiologist at the University of Washington, who was not directly involved in the study. “But this paper shows that climate-induced extinction has already arrived and that more is coming. What is especially concerning is that lizards – a group of animals that tolerate heat and should be well buffered against warming – are the victims.”

Scientists made the initial discovery by distributing an electronic device across 200 sites in Mexico where the lizards were both thriving and had already gone extinct. They found that rapid warming was causing the animals to spend more time in cooler retreats, preventing them from finding food and reproducing at a level able to maintain a stable population size. The reptiles do no produce their own heat internally and so are dependent on the sun.

en the researchers plotted the thermal biological data from the Sceloporus lizards, and more than 1,200 other populations found worldwide, against projected temperature rises they discovered that global warming will drive 39% of all global lizard populations and one fifth of all lizard species to extinction by 2080.

A drastic cut in CO2 production which limited temperature rise might enable losses to be limited to 6% of species, the study predicts. However, given the time lag required for current levels of CO2 to decline in the atmosphere and the projected rise in temperatures that we have already observed, Sinervo believes it is unlikely that more extinctions could be avoided.

Huey said the paper was a call to arms for scientists and policymakers. “This is a mission critical paper that sends urgent messages to two groups. First, it should prompt government officials to draft regulatory changes that may slow the growth of greenhouse gasses. Second, it sends a strong message to biologists – we need to get busy and start studying extinctions [their extent and causes] rather than just predicting future extinctions.”

SANTA QUITÉRIA, BAIXO PARNAIBA MARANHENSE, E AS RESERVAS ILEGAIS DA SUZANO PAPEL E CELULOSE

As fazendas Barra da Onça e Filadélfia são propriedades da empresa Suzano Papel e Celulose, no município de Santa Quitéria, Baixo Parnaíba maranhense. No primeiro semestre de 2009 a empresa desmatou partes das duas fazendas para o plantio de eucalipto. Entre um e outro plantio, lê-se reserva legal. Estas áreas em boa parte correspondem a uma vegetação rala do Cerrado. As partes mais significativas do Cerrado dessas duas fazendas foram postas a baixo pelos tratores da empresa e pelo uso de correntões.

Provavelmente, o desmatamento de vegetação nativa possibilitou a existência de mais de cinco mil hectares de plantios de eucalipto. E a empresa pretendia aumentar mais o desmatamento com as áreas do Pólo Coceira – comunidades da Coceira, Baixão da Coceira I, Lagoa das Caraíbas e São José.

O Pólo Coceira, atualmente, representa a área de mais e maiores conflitos sócio-ambientais no Baixo Parnaíba maranhense. Uma equipe da Suzano Papel e Celulose visita com freqüência as lideranças das quatro comunidades. Essas repentinas devoção e dedicação para com as comunidades se devem ao fato que elas obstruíram os tratores da empresa por duas vezes. Na primeira, funcionários da empresa foram saber qual era motivo da ação das comunidades e prometeram mundos e fundos. Na segunda, os moradores iam queimar os tratores.

Depois da última tentativa frustrada, a empresa os aborda em suas residências como se a porta estivesse aberta para qualquer um. De fato e de direita, a empresa presume que basta a presença dos seus funcionários e os moradores se sujeitam à prepotência deles.

O tamanho do Pólo Coceira delimita quase sete mil hectares de Chapada e Baixão. Para a Suzano Papel e Celulose, o fato de 300 famílias de agroextrativistas negarem passagem para os tratores dissiparem as centenas de bacurizeiros e outras espécies requer uma explicação.

O que essa gente quer? Esta pergunta apoquenta os funcionários da Suzano. Um destes funcionários embolorou uma conversa com o Sebastião do povoado Coceira. Ele estava na companhia do Lourival que libera um e outro morador para cortar bacurizeiros. A empresa recorre a essa prática seja em Santa Quitéria, Anapurus ou Urbano Santos, municípios do Baixo Parnaíba maranhense. Os moradores de outras localidades eliminam os bacurizeiros da Chapada, próxima ao Pólo Coceira, vendem para serrarias e a Suzano lucra em termos abstratos porque espalha a cizânia entre as comunidades.

Na conversa, o funcionário da Suzano acercou o Sebastião por duas horas com sugestas do tipo “Digam o que querem. Querem educação, saúde ou produção?”. “O gestor municipal responde por essas áreas e não vocês.” – respondeu Sebastião.

Como sempre, a Suzano ensaboa as comunidades do Baixo Parnaíba às vezes com afago e outras vezes com reprimendas para que a própria deslize fácil por sobre as áreas de extrativismo e de roça em Santa Quitéria, Anapurus e Urbano Santos. Prorrompe um fundo material nesses certames que as comunidades tradicionais do Baixo Parnaíba e a Suzano Papel e Celulose acionam constantemente: os quase sete mil hectares de Chapada e de Baixão do Pólo Coceira. Nem para a Suzano e nem para o trem as comunidades do Pólo abeiram porque outras comunidades que abeiraram os eucaliptos batem à porta como no Mundé, Taboca, Baixão da Coceira II e Manoel Quente.

Mayron Régis, Jornalista do Forum Carajas

Congressmen Raised Concerns About BP Safety Before Gulf Oil Spill

by Abrahm Lustgarten, ProPublica.

A 2006 oil leak in Alaska, which temporarily shut down the Prudhoe Bay drilling field pipeline, was referenced in a letter dated Jan. 14, 2010, from two congressman to BP Exploration (Alaska) Inc. (Photo courtesy of the Alaska Department of Environmental Conservation.)
A 2006 oil leak in Alaska, which temporarily shut down the Prudhoe Bay drilling field pipeline, was referenced in a letter dated Jan. 14, 2010, from two congressman to BP Exploration (Alaska) Inc. (Photo courtesy of the Alaska Department of Environmental Conservation.)

In the months before BP’s Deepwater Horizon rig sank in a ball of fire in the Gulf of Mexico, the company had four close calls on pipelines and facilities it operates in Alaska, according to a letter from two congressmen obtained by ProPublica [2].

In that letter, dated Jan. 14, 2010, Reps. Henry Waxman, D-Calif., and Bart Stupak, D-Mich., noted that the company’s efforts to cut costs could imperil safety at BP facilities.

Between September 2008 and November 2009, three BP gas and oil pipelines on Alaska’s North Slope ruptured or clogged, leading to a risk of explosions, the letter said. A potentially cataclysmic explosion was also avoided at a BP gas compressor plant, where a key piece of equipment designed to prevent the buildup of gas failed to operate, and the backup equipment intended to warn workers was not properly installed.

The letter was addressed to BP’s president of Alaskan operations, John Mingé. The congressmen have been investigating BP’s safety and operations since 2006, when a 4,800-barrel oil spill temporarily shut down the Prudhoe Bay drilling field pipeline.

Anonymous Tipline: If you work for BP or a contractor on a rig in the Gulf, or anywhere else, we’d like to hear from you. Tell us about your work conditions, your management, and your observations of what is happening. We will not publish your identity. Call 917-512-0254, fax documents to 212-514-5250 or e-mail Abrahm.Lustgarten
@propublica.org
.

Neither Waxman nor Stupak returned calls for comment, and it wasn’t clear from the letter how they obtained the information. The pipeline problems were mentioned in trade and local press, but the compressor plant incident does not appear to have been previously reported.

In 2006, after a string of highly publicized accidents, BP publicly committed to improving its safety record, and by many accounts it made progress. But this letter suggests that concerns about the safety of BP operations persisted in the months leading up to the accident in the Gulf this April, which killed 11 workers and has led to the largest U.S. oil spill in recent history.

In the letter, the congressmen say the “serious safety and production incidents” [2] could affect the operation of the Trans-Alaska Pipeline System, a “vital energy security asset” that supplies one-fourth of the nation’s daily oil needs.

BP announced strong profits on April 27. According to a banking analyst report, the company benefited from having cut some 5,000 jobs and saving $4 billion in operating expenses.

A BP spokesman in Alaska did not respond by the time of publication after requesting and receiving detailed questions from ProPublica.

The revelation of the incidents comes as BP is battling to stop the 210,000 gallons of oil [3] that are gushing each day from a broken well pipe into the waters of the Gulf. In that accident, a shut-off valve that Doug Suttles, BP’s chief operating officer for exploration and production,  described Monday as “failsafe,” failed to close, and the company had not installed a remote control backup valve that also might have stopped the spill.

In the most dangerous of the incidents last year in Alaska, safety backstops also failed. On Oct. 10, 2009, a staging valve stuck closed at a large central compressor station in Prudhoe Bay where gas is captured for re-injection back underground. According to the congressional letter, the blockage caused gas to back up on another series of valves [4]. A backup flare meant to burn off that collection of gas was not lit at the time, and cameras, installed so BP’s staff could monitor the flare’s functions in real time, were not pointed in the right direction. There was no explosion; the gas vented out before anything could ignite it.

Robert Bea, a professor at University of California Berkeley’s department of civil and environmental engineering who has worked for both Shell and BP on Alaska’s North Slope, said the situation at the compressor station sounded like a ticking bomb.

“It’s hard to describe these explosions in terms that people can understand,” he said. “It would rival the biggest ones that we have ever had in the history of the oil and gas industry.”

Bea said a blast zone could reach 300 feet and leave a crater 90 feet wide. He likened the potential scenario to a gas valve error that led to the massive explosion of an offshore drilling platform called Piper Alpha in the North Sea in 1988, in which 167 workers were killed.

In a Sept. 29, 2008, incident cited in the congressional memo, a high-pressure gas line blew apart without igniting, sending a 28-foot long piece of metal 900 feet through the air and spewing gas.

“Let’s just call them lucky,” Bea said. “Even the steel bouncing around can ignite sparks to erupt the gas.”

On Jan. 15, 2009, a cleaning pig — a bullet-shaped device that runs diagnostics inside the pipeline — got stuck and let large amounts of gas leak into a pump station.

And on Nov. 29, 2009, an 18-inch pipe carrying a mixture of oil, natural gas and waste water ruptured, spraying its flammable contents.

BP has a recent history of disasters [5] stemming from incomplete maintenance and faulty equipment, including the 2005 blast at a refinery in Texas City, Texas, where 15 workers died after a fuel tower was powered up without following protocol. Then there was the 2006 Alaskan pipeline spill, which occurred four years after BP had been warned about corroded pipelines. The company pleaded guilty to felony counts in the first incident and a misdemeanor charge in the second, tallying fines in excess of $62 million.

The Committee on Energy and Commerce, now chaired by Waxman, has oversight authority for the Trans-Alaska pipeline. In congressional hearings after the 2006 Prudhoe Bay spill, BP management was accused of making “draconian” budget cuts that affected safety and health, including limiting the use of a corrosion inhibitor inside the pipeline, a step that could have prevented the deterioration that led to the 2006 spill. In his most recent letter, Waxman repeats the concern that the company is cutting corners.

Last weekend BP’s CEO, Tony Hayward, told the BBC that the company’s latest spill in the Gulf had no relation to the past. “I don’t think it’s a trend,” he said. “This has got nothing to do with what went on at Texas City.”

In a 2006 interview with this reporter after the refinery fire and the Prudhoe Bay pipeline spill, BP America’s former CEO, Bob Malone, said, “I cannot see a systemic problem in BP America.”

ProPublica’s Ryan Knutson contributed reporting to this story.

Correction: This post mistakenly said the 2006 Prudhoe Bay oil spill involved 4,800 gallons of oil. It should have said it involved 4,800 barrels of oil.

Desafio Climático: Bancos precisam assumir suas responsabilidades

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DO ECO-FINANÇAS

A articulação internacional BankTrack lançou recentemente o estudo Desafio Climático, que analisa a influência das instituições financeiras sobre as questões climáticas. O documento é a versao em português do relatório “A Challenging Climate 2.0; what banks must do to combat climate change”, divulgado em dezembro do ano passado, durante a Conferência do Clima, em Copenhague.

De acordo com o estudo, os bancos podem ser vilões ou heróis do clima, e deveriam preterir oportunidades de negócios de impacto negativo às mudanças climáticas para optar por ações que favoreçam ganhos de longo prazo.  “Bancos comerciais estão numa posição única: podem intensificar o uso de energia baseada na queima de combustíveis fósseis ou catalisar os esforços necessários em eficiência e tecnologia para atingir uma sociedade de baixo carbono”, diz o documento.

“Não faltam aspiração e discurso por parte dos bancos sobre mudanças climáticas; o que está faltando é agir sem se esquivar das decisões difíceis. Por exemplo, abandonar o financiamento da extração de combustíveis fósseis e focar em fontes renováveis de energia”, diz Johan Frijns, coordenador do BankTrack.

Faltam, nas iniciativas recentes de bancos internacionais, como o Climate Principles e o Carbon Principles, a ambição necessária para se criar uma mudança fundamental nas práticas de negócios. Isso acontece, enquanto a mais conhecida iniciativa para finanças sustentáveis, os Princípios do Equador, não apresentam qualquer compromisso obrigatório de considerar impactos climáticos na hora de financiar um projeto.

O relatório do BankTrack também argumenta que a ênfase dos bancos no mercado de carbono está mal orientada, já que afasta o setor de uma real contribuição que poderia ser dada no sentido de resolver a crise climática: mobilizar o capital financeiro rumo à mudança para uma sociedade de baixo carbono.

Etapas

O relatório aponta quatro passos que os bancos deveriam seguir para fazer a sua parte, abandonando soluções que contribuem pouco para a redução de emissões de gases de efeito estufa e se concentrando na mudança estrutural necessária para uma economia de baixo carbono.

O primeiro passo, para isso, é o abandono de todas as atividades e projetos que contribuam para as mudanças climáticas, em particular os financiamentos de termelétricas, extração de carvão, petróleo e gás, além de práticas ineficientes em agricultura, florestas e transporte.

O segundo passo é minimizar a contribuição das outras atividades às mudanças climáticas, condicionando os financiamentos a cálculo de emissões de gases do efeito estufa em cada projeto, além de criar ferramentas para reduzir emissões em operações e serviços bancários.

O terceiro ponto é aumentar o incentivo a desenvolvimento e uso de tecnologia verde e processos produtivos amigáveis ao clima. Os bancos deveriam aumentar os incentivos a tecnologia de redução de emissões, produção de energia renovável e eficiência energética em todas as linhas de negócios, desenvolvendo também produtos e serviços para auxiliar os consumidores do varejo a combaterem as mudanças climáticas.

O quarto passo indicado pelo relatório diz que os bancos não devem financiar ou desenvolver as chamadas ‘falsas soluções’ para as mudanças climáticas, como mercado de carbono, energia nuclear, hidroeletricidade em larga escala e captura e estocagem de carbono (CCS). Além disso, os bancos só devem aprovar projetos de biocombustíveis que tenham emissões, no mínimo, 80% menores que as geradas com a queima de combustíveis fósseis.

De acordo com o BankTrack, essas falsas soluções não só contribuem pouco para a redução de emissões e atrasam o desenvolvimento de tecnologias limpas, como também podem causar impactos a populações tradicionais nos países do hemisfério sul.

Leia o documento na íntegra:

Desafio Climático

Veja a versao em inglês:

‘A Challenging Climate 2.0; what banks must do to combat climate change’

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DIA DO ÍNDIO, DIA DA TERRA E BELO MONTE

Eloy Fassi Casagrande Jr*

Na mesma semana que o embate sobre a proteção ambiental e desenvolvimento a qualquer custo aumentam, em relação à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, veremos imagens e mensagens produzidas para comemorações do Dia do Índio e o Dia da Terra, 19 e 22 de abril, respectivamente. Estas datas se complementam, à medida que a cultura indígena esteve sempre associada à preservação da natureza, no seu estilo de vida respeitando a floresta, no seu convívio com a fauna e flora, sem a ameaça de um predador, identificado como o homem branco. Não faltarão belas imagens de seus rituais, de suas crianças brincando nos rios, de sua luta para manter suas tradições, lembrando o quanto a cultura indígena contribuiu para a língua portuguesa-brasileira, para nossos hábitos alimentares e para formação do nosso povo.

Depoimentos de especialistas e ambientalistas irão chamar a atenção do público para o delicado momento que atravessa o Planeta, da urgência de se adotar um novo modelo de desenvolvimento, de gerar energia, de lidar com as questões da água e da uso da terra. De ser sustentável! Oposto a isto, vemos declarações de figuras públicas defendendo a construção da usina de Belo Monte, como do deputado Delfim Neto, chamando aos que se opõe ao projeto, de oposição ideológica, de um “bando de pessoas que vivem na idade da pedra, mas querem andar de automóvel”.

Nada mais retrógrado e representativo do que esta visão de um ministro da época da ditadura militar. Do tempo dos mega-projetos, de hidrelétricas para alimentar multinacionais produtoras de alumínio. De quando se pregava o crescimento do bolo para poder distribuir, se referindo à economia que crescia com a dívida externa e que transformou o milagre econômico dos anos 70, em pesadelo da década perdida dos anos 80! Daquele que participou ativamente dos velhos slogans, “Brasil ame-o ou deixe-o”, “Prá frente Brasil”, “Ninguém mais segura este país”! Lembro de um slogan, este do povo, de um bloco de carnaval de rua em Olinda, em 1980: “Delfim no bolso do povo”!

O tempo passa e a visão progressista pura de Brasília não se renova, apesar de completar 50 anos em pleno Século XXI! E a sustentabilidade, senhor deputado? O mundo mudou. Os brasileiros querem andar de carro sim, mas um carro elétrico-solar, movido a células de hidrogênio ou a ar comprimido, tecnologias que já estão resolvidas, basta ultrapassar o lobby do petróleo para serem implantadas. Também queremos energia para nosso conforto, a eólica, a solar, as das marés, a de biomassa, todas renováveis e que não contribuem para o aquecimento global. Queremos as benesses do BNDES e da isenção de impostos que o governo oferece para construir Belo Monte.

Com metade disto se pode construir dezenas de usinas solares e parques eólicos para gerar energia verdadeiramente limpa ao Brasil. Sem inundar mais de 500 km2 de terras cultiváveis, sem destruir florestas, sem destruir habitats indígenas, sem desviar rios e criar problemas ambientais ainda maiores. Queremos que o dinheiro público seja bem empregado, sem ir para as mesmas empreiteiras, que desde o regime militar acumulam riqueza sem distribuir.

Deputado, sua receita nunca funcionou, o bolo não foi dividido, e o senhor insiste na mesma fórmula petrificada! O modelo de geração de energia deve ser revisto no Brasil. Estudos demonstram que cada metro quadrado de painel fotovoltaico evita a inundação de cerca de 60 metros quadrados para a geração elétrica. Se toda a superfície do lago a ser formado pela usina de Belo Monte fosse coberta com painéis fotovoltaicos, seriam geradas cerca de 44 GWp (gigawatts potência), isto representaria cerca de 20% da energia consumida no país.

A proposta não é cobrir áreas tão extensas com painéis, mas é um exemplo de seu potencial, onde novos modelos devem gerar energia de forma descentralizada. A cobertura de um estádio de futebol pode virar uma usina ou mesmo os telhados de 20 casas de um condomínio. No final da década de 70, cada watt produzido por meio de células fotovoltaicas custava 150 dólares. Hoje, o preço varia entre 3 e 4 dólares. Especialistas estimam que quando o valor baixar para entre 1,5 e 2 dólares, a energia solar conseguirá competir com qualquer outro tipo de energia. Ao adotarmos medidas mais sustentáveis, todos ganham. O índio ficará com suas terras, rios e florestas serão preservados, a agricultura aumentará sua produção e deputados economistas se aposentarão, retornando as suas cavernas!

Eloy Fassi Casagrande Jr é coordenador do Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Pr

El tema ambiental en las ciudades

Las ciudades se instalan sobre ecosistemas naturales totalmente modificados por el hombre. La modificación del paisaje es total. La matriz original es reemplazada por el cemento que cubre el suelo alterando la relación entre la infiltración y el escurrimiento del agua de lluvia y reduciendo la circulación de nutrientes; el hábitat natural ha sido reemplazado con construcciones y la biodiversidad original ha sido reemplazada por una única especie, el hombre. Este sistema ya no es capaz de producir. Para abastecerse requiere de sistemas proveedores naturales y productivos. Tampoco es capaz de digerir los desechos que produce, debe recurrir a otros ambientes para volcar sus residuos.

La contaminación urbana de las grandes urbes y ciudades es uno de los problemas más críticos porque afecta directamente a millones de personas repercutiendo en su salud y calidad de vida.

Los problemas ambientales en áreas urbanas y en los alrededores de éstas son fenómenos que derivan del aumento del crecimiento urbano y que se traducen en el deterioro de las condiciones ambientales. El cambio del uso del suelo, y la concentración del uso de recursos naturales, están en el origen de los problemas ambientales. Es por este motivo que los sistemas urbanos importan grandes cantidades de recursos que son transformados en bienes y servicios y parcialmente restituidos al ambiente en forma de residuos y emisiones. Los problemas ambientales de las ciudades afectan al propio entorno urbano, pero también a muchas otras regiones de las que extraen los recursos y a las que llegan los efectos de la contaminación.

Las ciudades se instalan sobre ecosistemas naturales totalmente modificados, siendo el resultado de los avances tecnológicos que el hombre ha logrado. En estos ecosistemas la modificación del paisaje es total. La matriz original es reemplazada por el cemento que cubre el suelo alterando la relación entre la infiltración y el escurrimiento del agua de lluvia y reduciendo la circulación de nutrientes; el hábitat natural ha sido reemplazado con construcciones y la biodiversidad original ha sido reemplazada por una única especie, el hombre. Este sistema ya no es capaz de producir, para abastecerse requiere de los sistemas proveedores: naturales y productivos y tampoco es capaz de digerir los desechos que produce, debe recurrir a otros ambientes para volcar sus residuos.

Las actividades que se realizan en un centro urbano o urbano-industrial y en sus zonas periféricas, que pueden incluir la producción agrícola, ganadera, forestal, etc., generan distintos tipos de desechos que pueden convertirse en contaminantes y originar problemas ambientales y por lo tanto afectar la calidad de vida de sus habitantes.

Se pueden mencionar, entre otros:

1. Generación de residuos sólidos provenientes de viviendas, comercios, empresas de servicios, instituciones públicas (salud, educación), industrias, barrido de calles, entre otros.

2. Generación de efluentes líquidos provenientes de viviendas, comercios, industrias, y de las precipitaciones.

3. Emisión gaseosa proveniente de vehículos, incineradores, quema e industrias.

4. Ruidos producidos por vehículos, centros de esparcimientos, industrias, entre otros.

5. Contaminación electromagnética.

Entre todos los elementos que contaminan en la ciudad, el automóvil privado es el objeto individual que más impacto produce. Contamina el aire con la combustión, produce excesos de ruido, y ocupa gran cantidad de espacio, provocando atascos y dificultades de movilidad a los peatones. Además, necesita de una infraestructura para circular, que también es, de por sí, contaminante: las calles asfaltadas.

Las ciudades crecen al mismo tiempo que lo hacen los problemas provocados por el ruido, la contaminación, desertización o el impacto del cambio climático. En el siglo XX se soñaba con el ideal de ciudad jardín, que proponía una unión entre lo urbano y lo rural. Pero las grandes urbes han crecido de forma desmesurada. Además, debe hacer frente a nuevos problemas ambiental.

Por este motivo, el concepto de ciudad jardín ya no es realista y las ciudades deben reinventarse para ser un poco mas verdes y sostenibles.

Se ha calculado que en una ciudad de un millón de personas entran cada día 2.000 toneladas de alimentos, 625.000 de agua y 9.500 de combustible. Los residuos no son menores: 500.000 toneladas de aguas residuales, 950 toneladas de contaminación aerea y 9.500 de residuos. El desarrollo sostenible de las ciudades de América Latina y el Caribe presenta grandes desafíos para la política territorial-urbana en sus niveles locales, regionales y nacionales. Requiere la convergencia en el espacio urbano de la necesidad de internalizar los costos ambientales, asumir y resolver las inequidades sociales y de reconocer y abordar restricciones económicas relacionadas a la eficiencia.

La experiencia muestra que los problemas no son sólo técnicos, si no fundamentalmente de modos de vida, y que son necesarios planteamientos políticos y actuaciones que promuevan la responsabilidad social de los ciudadanos y las empresas, que tiene que promover y liderar el sector público. El ambiente urbano no es un sector, ni una cuestión técnica. Es el punto de encuentro entre calidad de vida y sostenibilidad. Hay que conseguir mejorar la habitabilidad de los barrios de nuestras ciudades, con criterios de equidad, y gestionar la demanda y los procesos productivos, con criterios de eficiencia social y ambiental, fomentado la calidad de vida colectiva sin superar los límites ambientales locales, regionales y globales.

Una ciudad sustentable será aquella que cuente y ofrezca a quienes la habiten servicios de calidad para toda la población, un medio ambiente sano, viviendas dignas y suficientes, seguridad, parques, espacios deportivos y de recreación, convivencia social intensa y fructífera, empleo digno y bien remunerado, atención sanitaria completa y eficiente, educación de calidad y acceso a la actividad cultural. Asimismo, el aprovechamiento del suelo es un aspecto fundamental del planeamiento urbano, directamente vinculado al desarrollo sustentable, tanto en la adecuada distribución de viviendas, comercios e instalaciones industriales, como en el uso eficiente de las áreas verdes urbanas.

Esto significa contar con mano de obra altamente calificada en los lugares en donde se los necesita, tener acceso a nuevas tecnologías y procesos de producción más limpios y eficientes, contar con la información requerida acerca de las necesidades específicas de los consumidores de diferentes lugares, contar con una infraestructura de buena calidad y amplia cobertura, poseer un marco regulatorio que facilite la creación y operación de las empresas y un sistema fiscal competitivo, contar con gobiernos que gocen de credibilidad y que por lo tanto, inspiren confianza y fomenten la certidumbre, tener recursos naturales fácilmente asequibles y buscar la posibilidad de aprovechar los mercados, distribuyendo espacialmente las actividades de diseño, producción y distribución de todo tipo de productos y servicios.

Para alcanzar un desarrollo urbano sustentable no basta la voluntad de la dirigencia política; es imprescindible que también la ciudadanía modifique e incorpore nuevos hábitos de consumo. Mediante procesos de consulta y concertación, tanto los gobiernos locales como las comunidades pueden aprender de sus respectivas necesidades, acumulando información que les permita formular estrategias más adecuadas.

Una ciudad sustentable será aquella que logre satisfacer de manera equitativa las necesidades de todos sus habitantes sin poner en peligro la satisfacción de las necesidades de las generaciones futuras.

Cristian Frers – Técnico Superior en Gestión Ambiental y Técnico Superior en Comunicación Social

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